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Friday, April 8, 2011

Sessões de Meditação (grupo ou individual)


PINHAL NOVO

"O que hoje somos deve-se aos nossos pensamentos de ontem que condicionaram nosso comportamento, e são os nossos atuais pensamentos que constroem a nossa vida de amanhã; a nossa vida é a criação da nossa mente. Se um homem fala ou atua com a mente impura, o sofrimento lhe seguirá da mesma forma que a roda do carro segue o animal que o arrasta". (Buddha)



A prática da meditação é ancestral e está representada em todas as grandes religiões do mundo como o budismo, hinduísmo, cristianismo, sufismo, judaísmo, taoísmo, etc.

Também a Psicologia tem estudado e comprovado que são muitos os benefícios advindos da prática da meditação (físicos e psicológicos).

Os benefícios mais imediatos, para alguém que pratique meditação com regularidade, são o controlo da tensão arterial, alívio do stress, capacidade de cura aumentada, melhoria do humor e funções cerebrais, entre outros. Há outros benefícios mais pessoais sentidos por diferentes pessoas de formas distintas como uma melhoria e aumento da consciência de tudo o que se passa à volta delas e uma sensação geral de ligação com pessoas e meio.

Em que consistem as sessões de meditação para adultos?

Nas sessões de meditação, que podem ser individuais ou em grupo, procura-se a experimentação de várias técnicas de Meditação a fim de cada participante encontrar o seu lugar pessoal e em comunhão com o Universo. Conhecendo as várias técnicas conseguirá, também autonomamente, utilizá-las sempre que necessário, usufruindo do bem-estar e dos benefícios facultados pela Meditação.

#1 - Meditação da Chama da Vela
#2 - Meditação Passiva: respiração
#3 - Meditação Hindu
#4 - Meditação Zazen
#5 - Meditação dos Chakras
#6 - Meditação Tonglen
#7 - Meditação Cósmica
#8 - Meditação com Mantras

A Meditação para Crianças

Apesar de parecer tarefa difícil manter uma criança imóvel durante calgum tempo, é prática comum do relaxamento ensiná-la a saber isolar-se na sua bolha de silêncio e levá-la a focalizar a consciência.

As vantagens são inúmeras desde ajudar a desenvolver a concentração, a segurança, a auto-estima... ensina-as a entrar mais em contacto com elas mesmas de forma a terem noção do que realmente querem e gostam para depois fazerem escolhas. Estes benefícios vão reflectir-se noutros campos da vida como a escola e a relação familiar, diminuindo as discussões entre colegas e pais.

Aulas em Grupo

1 x semana
Adultos - 30€/mês
Crianças - 20€/mês

Aulas Individuais


1 x semana
Adultos - 40€ /mês
Crianças - 30€ /mês

Sessões de EFT - Emotional Freedom Techniques


As Técnicas de Libertação Emocional (EFT) são um processo de psicologia energético, desenvolvido por Gary Craig , que funciona com o sistema energético corpo-mente eliminando todo tipo de problemas emocionais, mentais, físicos e espirituais.

Normalmente descreve-se como acupuntura emocional, técnicas muito poderosas para libertar medos, ansiedades, dores, adições e problemas físicos.

Como funciona a técnica de libertação emocional?


Gary Craig explica-o de uma maneira muito simples dizendo: "estas técnicas são uma versão emocional da acupuntura sem a utilização de agulhas. Em vez de utilizar agulhas, estimulam-se os pontos dos meridianos tocando com os dedos. Tocar significa dar pequenos golpes com os dedos para estimular os meridianos. A força do toque não deve ser extremamente forte, mas sim de uma maneira que se sinta confortável.

Estimulando certos pontos energéticos a pessoa conecta-se com seu problema libertando as emoções negativas ou a dor de que padece. Noutras palavras, este toque produz uma harmonização da energia corporal".

Gary continua explicando que “A causa de todas as emoções negativas é uma desarmonização do sistema energético do corpo.” Como as doenças e as dores físicas obviamente estão conectadas com as nossas emoções, a seguinte afirmação é provada como verdadeira: “As nossas emoções negativas não resolvidas são o maior contribuinte da maioria das nossas doenças e dores.”

Esta teoria foi estabelecida por Albert Einstein, 1920, quando disse que tudo (incluindo os nossos corpos) estão compostos de energia. Estas idéias foram ignoradas pela medicina tradicional e por isso as Técnicas para a Libertação Emocional (EFT) funcionam onde mais nada pode se fazer.

Possíveis limitações: A EFT não é perfeita, mas pode-se utilizar como uma alternativa integrando a EFT a um tratamento tradicional e acelerando os processos de cura.


As Técnicas de Libertação Emocional podem utilizar-se efetivamente em:


- Adições
- Alergias
- Ansiedade
- Perda de peso
- Dificuldades respiratórias
- Depressão
- Anorexia
- Medos e fobias
- Perda e dor emocional
- Insônia
- Culpa
- Abuso emocional e físico
- Dor
- Traumas

E muitos casos mais. Além de melhorar a concentração, segurança em si mesmo, relações, auto-estima e relaxamento.

Brevemente - consultas em Pinhal Novo, Montijo e Alverca

Monday, January 31, 2011

Saturday, January 15, 2011

Os três astronautas - Umberto Eco

Os três astronautas - Umberto Eco


Era uma vez a Terra.
E era uma vez Marte.
Ficavam muito longe um do outro, no meio do céu, e à volta havia milhões de planetas e de galáxias.
Os homens que estavam na Terra queriam ir a Marte e aos outros planetas: mas estavam tão longe!
Porém não descansaram. Primeiro lançaram satélites que andavam à roda da terra por dois dias e depois vinham de novo.
Depois lançaram foguetões que davam algumas voltas à Terra mas, em vez de regressarem, acabavam por escapar à atracção terrestre e seguiam para o espaço.
Primeiro, puseram cães nos foguetões: mas os cães não sabiam falar, e pela rádio só transmitiam “béu béu”. E os homens não percebiam o que eles tinham visto e até onde chegavam.
Por fim arranjaram homens corajosos que quiseram ser cosmonautas. Os cosmonautas tinham este nome porque iam explorar o cosmos, que é o espaço infinito com os planetas, as galáxias e tudo o que têm à sua volta.
Os cosmonautas partiam e não sabiam se voltariam ou não. Queriam conquistar as estrelas para que um dia todos pudessem viajar de um planeta para outro, porque a Terra se tornara demasiado apertada e os homens aumentavam de dia para dia.
Numa bela manhã, partiram da Terra três foguetões de três pontos diferentes.
No primeiro ia um americano, que, todo alegre, assobiava uma ária de jazz.
No segundo ia um russo que cantava com voz profunda Volga, Volga.
No terceiro ia um chinês, que cantava uma belíssima canção, que os outros dois achavam desafinada.
Cada um queria ser o primeiro a chegar a Marte, para mostrar que era o mais valente.
Na verdade, o americano não gostava do russo e o russo não gostava do americano, e o chinês desconfiava dos dois.
E isto, porque o americano, para dizer bom dia, dizia: how do you do, o russo dizia 3дpacтвyйte e o chinês dizia bom dia em chinês. Não se percebiam e julgavam-se diferentes.
Como os três eram todos valentes, chegaram a Marte quase no mesmo instante. Desceram das suas astronaves, de capacete e fato espacial... E descobriram uma paisagem maravilhosa e inquietante: o terreno era sulcado por longos canais cheios de uma água de cor verde-esmeralda. Havia estranhas árvores azuis com aves nunca vistas, de penas de cores estranhíssimas. Lá no horizonte viam-se montanhas vermelhas que emitiam estranhos brilhos.
Os cosmonautas olhavam a paisagem, olhavam uns para os outros, e mantinham-se afastados, cada um desconfiado dos outros. Depois veio a noite.
Havia à roda um estranho silêncio, e a Terra brilhava no céu como se fosse uma longínqua estrela.
Os cosmonautas sentiam-se tristes e perdidos e o americano, na escuridão, chamou pela mãe. Disse Mommy...
E o russo disse: Mama.
E o chinês disse: Ma-ma.
Mas compreenderam logo que estavam a dizer a mesma coisa e tinham os mesmos sentimentos. E sorriram, aproximaram-se, acenderam juntos uma bela fogueira, e cada um cantou canções do seu país.
Então encheram-se de coragem e, à espera da manhã, aprenderam a conhecer-se.
Por fim, veio a manhã e fazia muito frio. E, de repente, de um tufo de árvores saiu um marciano. Tinha um aspecto horrível! Era todo verde, tinha duas antenas no sítio das orelhas, uma tromba, e seis braços. Olhou para eles e disse: Grrr!
Na sua língua queria dizer: “Mãezinha, o que são estes seres horríveis?”
Mas os terrestres não o compreenderam e julgaram que era um rugido de guerra. Era tão diferente deles que não foram capazes de o compreender e de o amar. Os três sentiram-se logo iguais e uniram-se contra ele.
Perante aquele monstro, as suas pequenas diferenças desapareciam. Que importava se falavam uma linguagem diferente? Compreenderam que eram os três seres humanos. O outro não. Era demasiado feio, e os terrestres pensavam que quem é feio também é mau. Por isso resolveram matá-lo com os seus desintegradores atómicos.
Mas, de repente, na grande geada da manhã, um passarinho marciano, que, evidentemente, fugira do ninho, caiu no chão, tremendo de frio e de medo. Piava desesperadamente, mais ou menos como um passarinho terrestre. Fazia mesmo pena. O americano, o russo e o chinês olharam-no e não conseguiram reter uma lágrima de compaixão.
E então aconteceu uma coisa estranha. Também o marciano se aproximou do passarinho, olhou para ele, e deixou escapar da tromba dois fios de fumo.
E os terrestres, de repente, compreenderam que o marciano estava a chorar à sua maneira, como fazem os marcianos.
Depois viram-no baixar-se para o passarinho e segurá-lo nos seus seis braços, tentando aquecê-lo.
O chinês voltou-se então para os dois amigos terrestres.
— Compreenderam? — disse. — Nós julgávamos que este monstro era diferente de nós, e afinal ele também ama os animais, pode comover-se, tem um coração e certamente um cérebro! Ainda acham que devemos matá-lo?
Nem era pergunta que se fizesse.
Os terrestres agora tinham compreendido a lição: não basta que duas criaturas sejam diferentes para que tenham de ser inimigas.
Por isso aproximaram-se do marciano e estenderam-lhe as mãos. E ele, que tinha seis, apertou de uma vez só a mão aos três, enquanto com as mãos livres fazia gestos de saudação.
E, apontando para a Terra, lá em cima no céu, deu a entender que desejava fazer uma viagem para conhecer os outros habitantes e estudar com eles a maneira de fundar uma grande república espacial, em que todos vivessem com amor e concórdia.
Os terrestres disseram que sim, todos contentes. E para festejar o acontecimento, ofereceram-lhe uma garrafinha de água fresquíssima trazida da terra. O marciano, muito feliz, meteu o nariz na garrafa, aspirou e disse que gostara muito daquela bebida, se bem que lhe fizesse andar a cabeça à roda. Mas agora os terrestres já não se espantavam. Tinham concluído que na Terra, tal como nos outros planetas, cada um tem os seus gostos, e é só questão de se compreenderem uns aos outros.


Umberto Eco; Eugenio Cami
Os três astronautas
Lisboa, Quetzal Editores, 1989
adaptação

Monday, November 8, 2010

Psicoterapia Interpessoal


Após ter concluído o primeiro nível de formação em Psicoterapia Interpessoal, creio ser importante esclarecer em que consiste este tipo de terapia na qual continuarei a evoluir. A informação que aqui colocarei foi retirada da página da Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Interpessoal.

"A Psicoterapia Interpessoal (TIP) é uma psicoterapia estruturada, com manual de aplicação, desenvolvida como terapêutica para a depressão major e com uma duração breve e limitada (12 a 16 semanas).

Surgiu nos Estados Unidos durante a década de 80, tendo como autores fundadores Myrna Weissman e Gerald Klerman, que publicaram o primeiro manual de aplicação da TIP em 1984.

Tem dois objectivos são fundamentais: reduzir os sintomas depressivos e melhorar o funcionamento interpessoal. O método consiste em aumentar a eficácia da comunicação entre as pessoas e rever as suas expectativas face aos relacionamentos. É esta valorização da dimensão interpessoal que confere especificidade à TIP.

A sua base teórica assenta sobretudo na teoria da vinculação proposta por Bowlby, a qual é operacionalizada num modelo psicoterapêutico breve. Um dos passos iniciais da TIP, para pesquisar sistematicamente as relações, sobretudo as actuais, mas também passadas, para a pessoa em terapia, chama-se inventário interpessoal. É um método que tenta caracterizar expectativas, aspectos negativos e positivos, satisfação de necessidades, com vista à formulação de hipóteses sobre a sua vinculação e o seu funcionamento interpessoal, e ainda à importância relativa que atribui aos outros na sua vida.

A TIP utiliza ainda algumas técnicas próprias, com destaque para a análise comunicacional de incidentes interpessoais. Esta técnica permite detalhar e clarificar a comunicação interpessoal em situações relacionais consideradas importantes para o desenvolvimento ou manutenção da depressão.

A TIP é uma psicoterapia focada numa de 4 áreas problema que se associam à depressão: luto, conflitos interpessoais, transições de papel (exºs: casamento, reforma, promoção) e défices interpessoais. O modelo geral de aplicação da TIP decorre em 3 fases (inicial, intermédia e final), mas com especificidades de acordo com o foco escolhido.

Desde 1993 que a TIP é integrada em guidelines internacionais para o tratamento agudo da depressão major de intensidade ligeira a moderada. É uma psicoterapia baseada na evidência e com muitos estudos que provaram a sua eficácia (mais 200), sendo uma das psicoterapias com melhores resultados no tratamento da depressão aplicada isoladamente ou associada a medicação antidepressiva.

A TIP com algumas mudanças de técnica tem sido utilizada noutras patologias depressivas, como a perturbação bipolar e a perturbação distímica (depressão crónica), e noutras não depressivas como a bulimia nervosa, a fobia social, e ainda em populações específicas, como os adolescentes ou os idosos.
Na perturbação bipolar a TIP é integrada no tratamento farmacológico, através de um método terapêutico que tenta conjugar a estabilização dos comportamentos quotidianos, como o sono, com a detecção pelo próprio da relação entre as alteração do humor e acontecimentos de vida, nomeadamente os interpessoais.

Na perturbação distímica (depressão crónica) a TIP tem sido utilizada em conjunto com medicamentos procurando desenvolver um novo funcionamento interpessoal não depressivo. É comum nestas pessoas haverem défices sociais, com rede de apoio muito reduzida, dificultando a aplicação da TIP.

Na bulimia nervosa, a TIP utiliza com eficácia a associação entre circunstâncias relacionais e o aparecimento de crises bulímicas. O formato de grupo também tem sido eficaz.
Nas perturbações de ansiedade como a fobia social, a TIP procura desenvolver um funcionamento interpessoal diferente do comportamento de evitamento sistemático das situações sociais, o qual origina muitas vezes isolamento importante. A eficácia da TIP assemelha-se ao tratamento usual destas perturbações.

Nos adolescentes a TIP mostrou-se eficaz no tratamento da depressão aguda, beneficiando de algumas mudanças de técnica, nomeadamente maior flexibilidade, manutenção do apoio ao crescimento e responsabilidade do adolescente e envolvimento de outras pessoas importantes, como os pais e professores (com permissão do adolescente).

Na população idosa a TIP associada a medicação, mostrou-se eficaz tanto na depressão aguda como na profilaxia das recorrências, contrariando a tendência habitual de considerar a população idosa menos indicada para abordagem psicoterapêuticas."

Sunday, October 31, 2010