
Um novo milénio chegou e com ele mais tecnologia, mais globalização... a era da comunicação sem fronteiras, uma outra aurora de desenvolvimento. A electricidade substitui o toque, o trabalho substitui a família. Não há limites ao poder do Homem. Mas a idade avança. Os dias passam e os anos correm. Não há máquina ou vacina que o impeçam. E sempre que amanhece, algo em nós foi desactualizado. Uma franja da população, que cada vez é maior, vive diariamente a exclusão desta sociedade que galopa no tempo. O Homem torna-se velho e inútil aos olhos da sociedade que parece não ter mais espaço para si.
É preciso ter consciência de um fenómeno que alastra à medida que estas linhas vão sendo escritas. Compete aos técnicos de reabilitação e inserção social, sociólogos, psicólogos e políticos trabalhar com estes homens e mulheres válidos, criar politicas sociais adequadas e apoiar as famílias. O cenário de envelhecimento populacional em Portugal é acentuado. Segundo a revista “Solidariedade”, os dados do anuário de 2004 divulgados pelo Eurostat, mostram que Portugal é o sétimo país da UE com maior número de pessoas com idade superior a 65 anos. Certamente já viu ser recusado um seguro de saúde ou até já lhe foi negado um cargo para o qual estava apto por causa da idade. Numa sociedade em que a juventude é central, a idade transporta um peso de inutilidade, isolamento, depressão e declínio. Não deixe que a exclusão o empurre para baixo. Erga-se, lute, procure apoio psicológico. Para mudar o Mundo, temos de começar por nos mudar a nós próprios.
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