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Saturday, May 9, 2009

Quando a Experiência é um Fardo



Um novo milénio chegou e com ele mais tecnologia, mais globalização... a era da comunicação sem fronteiras, uma outra aurora de desenvolvimento. A electricidade substitui o toque, o trabalho substitui a família. Não há limites ao poder do Homem. Mas a idade avança. Os dias passam e os anos correm. Não há máquina ou vacina que o impeçam. E sempre que amanhece, algo em nós foi desactualizado. Uma franja da população, que cada vez é maior, vive diariamente a exclusão desta sociedade que galopa no tempo. O Homem torna-se velho e inútil aos olhos da sociedade que parece não ter mais espaço para si.

É preciso ter consciência de um fenómeno que alastra à medida que estas linhas vão sendo escritas. Compete aos técnicos de reabilitação e inserção social, sociólogos, psicólogos e políticos trabalhar com estes homens e mulheres válidos, criar politicas sociais adequadas e apoiar as famílias. O cenário de envelhecimento populacional em Portugal é acentuado. Segundo a revista “Solidariedade”, os dados do anuário de 2004 divulgados pelo Eurostat, mostram que Portugal é o sétimo país da UE com maior número de pessoas com idade superior a 65 anos. Certamente já viu ser recusado um seguro de saúde ou até já lhe foi negado um cargo para o qual estava apto por causa da idade. Numa sociedade em que a juventude é central, a idade transporta um peso de inutilidade, isolamento, depressão e declínio. Não deixe que a exclusão o empurre para baixo. Erga-se, lute, procure apoio psicológico. Para mudar o Mundo, temos de começar por nos mudar a nós próprios.

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Thursday, May 7, 2009

Competitividade Saudável Vs. Ambição Desmedida



Actualmente, a situação de crise vivida um pouco por todo o Mundo moderno, faz com que todos procurem agarrar com “unhas e dentes” as oportunidades laborais que surgem. Faz com que a luta por um posto seja mais e mais renhida e com que cada cidadão sinta necessidade de se sobrepor ao colega do lado. A competitividade sempre fez parte do modo de funcionamento do ser humano. No entanto, esta competição poderá ser saudável caso se trate de uma forma de auto-superação. Competir, permite ao sujeito superar-se a si próprio e atingir objectivos e fasquias mais elevadas.

O que cada vez mais acontece em empresas e instituições não é esta forma de competição saudável e auto-superação mas uma tentativa quase “patológica” de se sobrepor ao próximo, destruindo e sabotando o trabalho do outro. Neste caso poderá haver, ou não, o objectivo da manutenção do posto ou obtenção de lucro. Pode, apenas e só, tratar-se de uma forma de funcionamento de certo tipo de personalidades que necessitam, como do ar para respirar, deste modo de imposição face ao outro. Funcionam no trabalho, como na vida social e emocional. Há quem as caracterize como pessoas que foram desinvestidas pelos pais, que sempre viram as expectativas muito baixas face a si próprias e que lutam por esta afirmação como única solução para manter alguma estabilidade mental. Não são felizes mas, na maioria das vezes, não concordam que têm um problema e consideram que o seu comportamento é normal. A consciencialização é o passo mais importante. Sem cooperação torna-se mais difícil a realização de uma intervenção eficaz.

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