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Wednesday, December 30, 2009

FELIZ ANO NOVO

















A todos os seguidores deste Blog e amigos, os meus desejos de um Feliz Ano Novo... cheio de amizade, esperança e alegria. Auto-confiança e auto-estima são a chave para revolucionarmos 2010. Vamos acabar com as crises globais e, sobretudo, pessoais, anular as diferenças e encarar a vida com optimismo.

Tatiana A. Santos

Monday, December 21, 2009

Jogo Patológico ou “Arriscar o último Florim”


colunistas rostos.pt - o seu diário digital

EROS & THANATOS
Jogo Patológico ou “Arriscar o último Florim”
Por Tatiana A. Santos
PALMELA

O que é real é que o jogador patológico não pára e a sensação de triunfo aparente é assombrada pelo sofrimento da família, pelo isolamento social, pela degradação humana. É importante compreender a dinâmica do jogo e as estruturas conducentes a este tipo de comportamento patológico.

“Experimenta-se uma sensação especial quando, sozinho, num país estrangeiro, longe da pátria, dos amigos, não sabendo o que se vai comer nesse mesmo dia, se arrisca o último florim, o último, o último!”

Fiódor Dostoiévski In O Jogador

Fala-se muito acerca da toxicodependência. Criam-se associações, institutos estatais, celebram-se protocolos e fazem-se debates. No entanto, a toxicodependência subsiste e outras formas de adição resistem sob uma máscara de pseudo-aceitação social – como a Ludopatia (termo mais usado em Espanha) ou Jogo Patológico. Apenas quando os custos e consequências familiares, laborais, legais e sociais se sobrepõem a tudo é que a questão emerge e ascende ao conhecimento “público”.

Este impulso do jogo, do arriscar, está presente em todos nós, desde o condutor que estaciona ilegalmente, ao especulador da bolsa que arrisca grandes fortunas. No entanto, estes são os modos respeitáveis de apostar. Os Egípcios, por exemplo, registavam em murais referências aos jogos “atep” (entre duas pessoas mediados por um árbitro). Lendas da Mesopotâmia falam também de apostas de jogo entre os deuses e os Romanos, por sua vez, apostavam nos dados, corridas de carros (bigas e quadrigas), jogos de luta e foram pioneiros na criação de lotarias usadas para reunir fundos públicos.

Cronologicamente, o jogo faz parte do desenvolvimento humano desde os jogos centrados nos sentidos e movimento, jogos de grupo, construção, etc. Com o passar dos anos, a tendência dos jogos de rua passou para o interior da casa, sobretudo na adolescência. Em Portugal não existem dados concretos sobre a prevalência destes comportamentos. Contudo, na vizinha Espanha, por exemplo, os dados indicam que quase meio milhão de espanhóis com mais de 18 anos, são jogadores patológicos.

Várias são as teorias e explicações. Fala-se de preencher o vazio (e esse vazio pode ser preenchido através de compras, jogo, álcool, etc.), fala-se de perturbação Borderline da Personalidade, de Masoquismo e Perversão, etc. O que é real é que o jogador patológico não pára e a sensação de triunfo aparente é assombrada pelo sofrimento da família, pelo isolamento social, pela degradação humana. É importante compreender a dinâmica do jogo e as estruturas conducentes a este tipo de comportamento patológico. Distinguir um simples jogo de um comportamento compulsivo e patológico é extremamente relevante para que o apontar do dedo não seja feito de forma leviana e para que programas de intervenção sejam mais adequados ao problema. Importante também não esquecer que o jogo patológico é uma problema transversal que afecta a vida familiar, profissional, escolar, social, económica e legal do jogador e da rede que o circunda.

Para quem prefere começar por um grupo de ajuda mútua, em Portugal existe já este grupos especificamente adequado ao problema do jogo patológico - Associação de Jogadores Anónimos - com alguns núcleos espalhados pelo País. Neste momento, a informação disponível dá conta de encontros específicos de auto-ajuda em Carcavelos, no Porto e na Parede (http://www.janonimos.org/).

Tatiana A. Santos
Psicóloga Clínica
Doutoranda em Psicanálise
Tlf: 936783972 / Email: tatiana.a.santos@clix.pt

Sunday, December 20, 2009

A Psicologia, a Saúde e o Cinema





















Aqui ficam alguns bons filmes onde temas variados ligados à Psicologia estão presentes... desde Perturbação Borderline, Esquizofrenia, Depressão, etc.

ALZHEIMER

Iris
Nome original: Iris
Realizador: Richard Eyre
Ano: 2001
País: EUA
Género: Drama

Iris Murdoch foi uma mulher à frente do seu tempo. O filme retrata a vida e a carreira da filósofa e novelista, desde que se destacou como aluna brilhante em Oxford, até aos anos da velhice onde é afectada pela doença de Alzheimer. Ao seu lado, para o melhor e para o pior, sempre esteve o seu marido, o professor John Bayley, que foi o grande amor da sua vida.

Longe Dela
Nome original: Away from Her
Realizador: Sarah Polley
Ano: 2007
País: Canadá
Género: Drama / Romance

Longe Dela é um drama sobre a doença de Alzheimer que retrata a relação de amor de Grant e Fiona. Casados há 50 anos, a relação deste casal parece inabalável. A serenidade desta relação quebra-se quando Fiona se começa a referir ao passado com uma crescente perda de memória e agrava-se quando ela deixa de reconhecer o marido. Fiona sofre de Alzheimer.

AUTISMO

Encontro de Irmãos
Nome original: Rain Man
Realizador: Barry Levinson
Ano: 1988
País: EUA
Género: Drama

Um jovem yuppie (Tom Cruise) recebe a notícia de que o pai, que não vê há anos, faleceu. Na leitura do testamento descobre que um irmão que não conhece tinha herdado três milhões de dólares. O yuppie sequestra o irmão autista da instituição onde ele está internado, com o intuito de levá-lo para Los Angeles e exigir metade do dinheiro. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois se conhecem e compreendem o significado de serem irmãos.

Nell
Nome original: Nell
Realizador: Michael Apted
Ano: 1994
País: EUA
Género: Drama

Uma jovem (Jodie Foster) é encontrada numa casa na floresta, onde vive com a sua mãe eremita. O médico que a encontra (Liam Neeson), após a morte da mãe constata que ela se expressa num dialecto próprio, evidenciando que até aquele momento nunca teria tido contacto com outras pessoas. Intrigado com a descoberta e ao mesmo tempo encantado com a inocência e a pureza da jovem, ele tenta ajudá-la a se integrar na sociedade.

BORDERLINE

Vida Interrompida
Nome original: Girl, Interrupted
Realizador: James Mangold
Ano: 1999
País: Alemanha / EUA
Género: Thriller

"Baseado numa história real, Vida Interrompida decorre nos turbulentos anos 60. Susanna (Winona Ryder), uma adolencente a quem diagnosticam ""distúrbio de personalidade borderline"", é internada numa instituiçãop psiquiátrica. De imediato insurge-se contra a Enfermeira Chefe (Whopi Goldberg) e a Psiquiatra Chefe (Vanessa Redgrave) perferindo juntar-se ao grupo de pacientes perturbadas onde se destaca a carismática psicopata Lisa (Angelina Jolie). Susanna rapidamente descobrirá que a sua liberdade depende da luta que travar com a pessoa que a mais aterroriza: ela própria. "

PERTURBAÇÃO BIPOLAR

As horas
Nome original: The hours
Realizador: Stephen Daldry
Ano: 2002
País: EUA
Género: Drama

"Em três períodos diferentes vivem três mulheres ligadas ao livro ""Mrs. Dalloway"". Em 1923 vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e ideias de suicídio. Em 1949 vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que planeia uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. No presente vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e que actualmente está a morrer com Sida."

ESQUIZOFRENIA

Uma Mente Brilhante
Nome original: A Beautiful Mind
Realizador: Ron Howard
Ano: 2001
País: EUA
Género: Drama /Romance

Uma Mente Brilhante', realizado por Ron Howard, é a adaptação da biografia do matemático John Forbes Nash, Jr. da escritora Sylvia Naser. O filme retrata a genialidade e a luta contra a esquizofrenia de Nash, interpretado por Russell Crowe. Logo no início da sua carreira, Nash fez uma fantástica descoberta, sendo aclamado internacionalmente. Mas a sua prodigiosa carreira foi ameaçada pela esquizofrenia, doença contra a qual lutou durante anos, tendo mesmo passado por várias instituições psiquiátricas. Apesar de tudo, Nash nunca deixou de acreditar e suportou provas que muitos não seriam capazes de aguentar. Em 1994, chega finalmente a consagração, com o Prémio Nobel de Economia, por um trabalho de Economia e Teoria dos Jogos escrito em 1949.

PERTURBAÇÃO OBSESSIVO-COMPULSIVA

Melhor é impossível
Nome original: As good as it gets
Realizador: James L. Brooks
Ano: 1997
País: EUA
Género: Comédia Romântica

Os destinos dum artista gay, dum escritor com problemas mentais e duma empregada de mesa reúnem-se... Com humor, o filme aborda as 'neuroses', os 'traumas' e as 'frustrações' de todo ser humano.

Tuesday, December 15, 2009

Mobbing ou "como sobreviver às víboras laborais"


Artigo publicado, dia 15 de Dezembro, no jornal do PINHAL NOVO

Saturday, December 12, 2009

Cuidar enquanto se é cuidado - A gravidez na adolescência


opinião rostos.pt - o seu diário digital

EROS & THANATOS
Cuidar Enquanto Se É Cuidado
A Gravidez na Adolescência
Por Tatiana A. Santos


A gravidez em idades jovens é muito frequente no nosso país e no nosso distrito. Para todos os jovens que pretendam levar em diante esta dura fase ou não, devem ser implementados gabinetes de apoio, onde técnicos possam ajudar a uma decisão consciente, permitir a procura de emprego quando a situação o exige, fazer a mediação entre os jovens e a Segurança Social, acompanhar a jovem mãe e o jovem pai, reforçar devidamente a rede social de suporte, quer ao nível de equipamentos locais, quer intervindo junto das famílias.

A adolescência é uma fase com muitas regras que se prolonga no tempo. Todos sabemos mais ou menos quando começa mas, muitas vezes, não conseguimos prever quando acaba. É um momento em que começamos a descobrir o corpo: o nosso e o dos outros. Muitos autores acentuam a perda ao longo da adolescência. Outros dizem que não devemos viver de lutos mas sim de conquistas. Contudo, o adolescente passa mais do seu tempo centrado nas perdas do que nas conquistas. Desidealizam-se os pais, os referenciais identitários passam a ser os pares e as figuras de referência personagens de novelas ou membros de bandas como os Tokio Hotel.

Trata-se de um período conturbado, de adaptação e construção de identidade, modelos, etc. Um período onde física e psicologicamente nos encontramos em desequilíbrio, caminhando sobre o arame – muitas vezes sem rede – em busca de quem somos. A gravidez transporta consigo mais desequilíbrios e adaptações. Muitas vezes é um período difícil mesmo para quem já se encontra estruturado e preparado para essa fase. Para quem ainda está à procura de si mesmo num “admirável Mundo novo”, maiores dificuldades existirão. Uma gravidez na adolescência implica um esforço duplo de união de duas realidades difíceis: estar grávida e ser adolescente.

A gravidez em idades jovens é muito frequente no nosso país e no nosso distrito. Para todos os jovens que pretendam levar em diante esta dura fase ou não, devem ser implementados gabinetes de apoio, onde técnicos possam ajudar a uma decisão consciente, permitir a procura de emprego quando a situação o exige, fazer a mediação entre os jovens e a Segurança Social, acompanhar a jovem mãe e o jovem pai, reforçar devidamente a rede social de suporte, quer ao nível de equipamentos locais, quer intervindo junto das famílias. O apoio Psicológico é fundamental, permitindo restabelecer o equilíbrio emocional durante a gravidez, pós-parto e maternidade, acompanhar antes e após uma interrupção voluntária da gravidez (se for essa a vontade dos pais), definir projectos de vida e apoiar no regresso aos estudos em parceria com CNOs e Centros de Formação Profissional. Os jovens devem ser apoiados na tomada de decisões – sejam elas quais forem – e o seu bem-estar é fundamental.

Tatiana A. Santos
Psicóloga Clínica
Doutoranda em Psicanálise
Tlf: 936783972 / Email: tatiana.a.santos@clix.pt

Wednesday, December 9, 2009

Lendas da Psicologia - Thanatos


Na mitologia grega, Thanatos era a personificação da morte, enquanto Hades reinava sobre os mortos no mundo inferior. Assim como Hades - para os gregos - tem uma versão romana (Plutão), Thanatos também tem a sua: Orco (Orcus em latim) ou ainda Morte (Mors). Era conhecido por ter o coração de ferro e as entranhas de bronze.

Thanatos era filho de Nix (a noite) e Érebo (a noite eterna do Hades). Era irmão gémeo de Hipnos, o Deus do sono e era representado como uma nuvem prateada ou um homem de olhos e cabelos prateados.

Na sua teoria das pulsões Sigmund Freud descreveu duas pulsões antagónicas: Eros, uma pulsão sexual com tendência à preservação da vida, e a pulsão de morte (Thanatos) que levaria à segregação de tudo o que é vivo, à destruição. Ambas as pulsões não agem de forma isolada mas trabalham em conjunto. Um exemplo de conjugação das duas forças é o acto de comer. Embora haja pulsão de vida presente (já que a finalidade da alimentação é a manutenção da vida) existe também a pulsão de morte presente, pois é necessário que se destrua o alimento antes de o ingerir.

A Exclusão pela Idade - artigo ROSTOS online


Etarismo – a exclusão pela idade
Por Tatiana A. Santos


Etarismo – a exclusão pela idade
Por Tatiana A. SantosMuitas pessoas já se sentiram vítimas de Etarismo em todos os locais do mundo e também no nosso país. Vários são os sinais. O ser recusado um crédito, um cartão de crédito ou um seguro devido à idade, descobrir que a atitude de uma organização face aos mais velhos resulta em que se tenha um pior serviço, perceber os limites de idade em relação a benefícios (pensões, etc.) ou mesmo perder o emprego por causa da idade.


Um novo milénio chegou e com ele mais tecnologia, mais globalização... a era da comunicação sem fronteiras, uma outra aurora de desenvolvimento. Revolução nos equipamentos, computadores e mecanicismo. A electricidade substitui o toque, o trabalho substitui a família. Os dias passam e os anos correm. Não há máquina ou vacina que o impeçam. E sempre que amanhece, algo em nós foi desactualizado. Uma franja da população, que cada vez é maior, vive diariamente a exclusão desta sociedade que galopa no tempo. Novos programas, novos métodos, trabalha-se contra o relógio. A novidade impõe-se. Mas o Homem torna-se velho e inútil aos olhos de quem parece não ter mais espaço para si. Um fardo para a família, rejeitado no trabalho e a vida que parece não acabar.

O termo ageism ou agism foi desenvolvido por Robert Butler em 1969 e foi definido como sendo um estereótipo sistemático de discriminação contra pessoas devido à idade. Este conceito não tem, em português, termo correspondente tendo sido, por isso, “baptizado” por Joana Amaral Dias de Etarismo. Muitas pessoas já se sentiram vítimas de Etarismo em todos os locais do mundo e também no nosso país. Vários são os sinais. O ser recusado um crédito, um cartão de crédito ou um seguro devido à idade, descobrir que a atitude de uma organização face aos mais velhos resulta em que se tenha um pior serviço, perceber os limites de idade em relação a benefícios (pensões, etc.) ou mesmo perder o emprego por causa da idade.

Contudo, se a idade funciona como pretexto de exclusão na nossa sociedade, se o idoso se torna um fardo para a mesma e para a sua família, se envelhece sem apoio e sem redes sociais, o mesmo não acontece noutras culturas. Na índia, em algumas culturas orientais e, sobretudo nas tribos índias americanas verifica-se o oposto. O ancião é um elo de ligação entre os antepassados e as novas gerações. São os mais velhos que transmitem os aspectos culturais da sua sociedade. A tradição oral – as histórias contadas às crianças – transportam a mitologia, crenças e factos verídicos do seu povo. São eles que ensinam as normas de conduta.

É preciso agir e ter consciência de um fenómeno que alastra à medida que estas linhas vão sendo escritas. Compete aos técnicos de reabilitação e inserção social, antropólogos, sociólogos, psicólogos, políticos e a uma multiplicidade de áreas trabalhar com estes homens e mulheres válidos, criar politicas sociais adequadas e apoiar as famílias.

Tatiana A. Santos
Psicóloga Clínica
Doutoranda em Psicanálise
Tlf: 936783972 / Email: tatiana.a.santos@clix.pt


ARTIGO EM:
http://www.rostos.pt/inicio2.asp?mostra=2&cronica=111032

Monday, November 30, 2009

Livro recomendado: Vária. Existo Porque Fui Amado (Coimbra de Matos)


Vária. Existo Porque Fui Amado
António Coimbra de Matos
Editora Climepsi (texto abaixo retirado da página da editora)

Da psicanálise ele defende o melhor: o método; a máquina de ouvir doentes de que falava Freud. A cientificidade e o contributo original da psicanálise derivam deste instrumento de audição de pessoas, sem preconceitos, dias a fio, meses a fio, anos a fio, com profundidade, discernimento e inteligência.
É o homem que se esconde atrás da obra, em vez do psicanalista narcísico e do pensador por direito divino.
Imune ao pós-modernismo, Coimbra de Matos não fala daquilo que não sabe, nem apresenta conjecturas como se de certezas se tratasse. Dá lugar ao desconhecimento e aos limites do conhecimento.

Preço normal: 17,50€
Preço com desconto: 15,75€


ISBN: 978-972-796-273-0
Páginas: 180
Data de Publicação: 10/2007
Colecção: Obras de A. Coimbra de Matos

12 Homens em Fúria - 12 Angry Men

Um fantástico filme sobre a escalada do conflito, a negociação e a comunicação interpessoal. A prova de que um bom filme não necessita de efeitos especiais.

Sunday, November 29, 2009

Foto do Dia: Momentos Rurais (Rui Pires)


Momentos Rurais - por Rui Pires

Saturday, November 28, 2009

Lendas da Psicologia: Édipo


As personagens da mitologia grega exerceram sempre uma forte atracção sobre a cultura Ocidental. Entre elas, a figura de Édipo merece destaque especial pelo constante fascínio e pelas inúmeras interpretações de que foi objecto.
A primeira menção escrita à tragédia de Édipo aparece num trecho da Odisseia, de Homero mas a lenda, de origem provavelmente muito remota, inspirou outros autores antigos, cujos trabalhos se perderam. Sófocles, no século V a.C., narrou a história da personagem em três das suas obras mais notáveis: Édipo rei, Édipo em Colona e Antígona.

Édipo, cujo nome significa "o de pés inchados", era filho dos Reis de Tebas, Laio e Jocasta (a quem Homero chamou Epicasta). O oráculo do deus Apolo em Delfos profetizou que, quando chegasse à idade adulta, ele mataria o pai e se casaria com a mãe. Laio, horrorizado, ordenou que o filho fosse abandonado no bosque, com os tornozelos amarrados por uma corda. Um pastor encontrou a criança ainda com vida e levou-a a Corinto, onde foi adoptada pelo rei Políbio.

Já adolescente, Édipo ouviu também a profecia do oráculo e, acreditando-se filho de Políbio, fugiu de Corinto para escapar ao destino. No caminho, encontrou um ancião acompanhado de vários servos. Desentendeu-se com o viajante e matou-o, sem saber que era seu verdadeiro pai, Laio. Ao chegar a Tebas, Édipo encontrou a cidade desolada. Uma esfinge às portas da cidade propunha aos homens um enigma e devorava os que não conseguiam decifrá-lo. A rainha viúva, Jocasta, prometera casar-se com quem libertasse a cidade desse monstro. Édipo decifrou o enigma e casou-se com sua mãe, consumando a profecia.

Desse matrimónio nasceram quatro filhos: Etéocles, Polinice, Antígona e Ismene. Passado o tempo, uma peste assolou Tebas e o oráculo afirmou que só vingando a morte de Laio a peste cessaria. As investigações que se seguiram e as revelações do adivinho Tirésias demonstraram a Édipo e Jocasta a tragédia de que eram protagonistas. A rainha matou-se e Édipo vazou os próprios olhos e abandonou Tebas, deixando o seu cunhado Creonte como regente.

Acolhido em Colona, perto de Atenas, graças à hospitalidade do rei Teseu, Édipo morreu misteriosamente num bosque sagrado e converteu-se em herói protector da Ática. A maldição de Édipo transmitiu-se a seus filhos, que tiveram igualmente destino trágico.

A tragédia de Édipo ilustra a impossibilidade do homem lutar contra o destino, valor situado na base da mentalidade grega, formada sob a égide da mitologia até o advento da filosofia. No século XX, o compositor russo Igor Stravinski criou o oratório Édipo rei e os escritores franceses André Gide e Jean Cocteau retomaram o mito em obras literárias. Freud, criador da psicanálise, renovou o interesse pelo tema ao designar como "complexo de Édipo" uma fase crucial do processo de desenvolvimento normal da criança: o desejo de envolver-se sexualmente com o progenitor do sexo oposto, aliado a um sentimento de rivalidade em relação ao progenitor do mesmo sexo.

Being There - Bem Vindo Mr. Chance

Trata-se um filme de 1979, com o já falecido e grande actor Peter Sellers, contracenando com uma lindíssima e jovem Shirley McLaine. O filme mostra-nos o percurso de um homem simples, com fortes limitações cognitivas mas com um bom coração e talento para a jardinagem. A forma como as suas frases foram descontextualizadas consoante os interesses políticos é brilhante. Os obstáculos à comunicação, a importância do contexto, da comunicação não verbal, etc. encontram-se todos presentes neste clássico do cinema...
... no fundo, talvez a vida seja mesmo um jardim com épocas para tudo, com necessidade de amor e rega para que possamos mais tarde colher os frutos. Talvez Chance tenha sempre estado do lado da razão. Complicamos demais? Julgue por si.

Citação - Oscar Wild


"The best way to make children good is to make them happy". - Oscar Wilde

Thursday, November 26, 2009

Viagem em busca do Self


Em alturas de crise, muitas vezes o ser humano sente a necessidade de partir em busca de si mesmo, tentando encontrar um sentido para a sua vida, os “porquês” a tantas questões por responder, a solução deste difícil puzzle que é a vida. Existência sem livro de instruções que nos envolve e abana sem aviso prévio. Esta busca nunca é fácil e, muito menos, indolor. Faz-se retrocedendo no tempo até ao início de nós. Á época em que tudo era frágil e os dois braços maternos seriam o melhor e o pior do nosso Mundo.

Há quem busque as respostas em análise. Quem tente alcançar os comos e porquês atravessando o deserto árido da exploração pessoal até ao âmago do inconsciente. Há, porém, quem busque as soluções mais fáceis recorrendo a substâncias exteriores que induzam estados alterados de consciência com o único propósito de descobrir a verdade. Intitulam-se Xamãs modernos. Sairam das selvas para os “matos” urbanos. Trocaram as árvores pelos edifícios. Não idolatram animais ou as árvores mas computadores, LCD's, concertos e grandes produções de Hollywood. Não pretendem, verdadeiramente, o insight mas preencher um vazio existêncial e materialista, disfarçado de iluminação. Não sabendo exactamente o que procuram, experimentam uma multiplicidade de sensações, de cores, de texturas até encontrarem o seu Self.

Até o encontro consigo mesmos que... nunca se dá. Esta busca permanente de algo indefinido não é solucionada com transes ou com rituais. Não é o exterior que nos põe em contacto com o nosso Eu senão nós próprios. Quando a personalidade é frágil, quando existe historial de descompensações ou desequilíbrios anteriores, uma pseudo-viagem-para-conhecimento-pessoal-induzidas-por-substâncias pode potenciar surtos psicóticos, alucinações, etc. Um surto, uma vez iniciado, pode ser difícil senão impossível de controlar. Sobretudo quando falamos de Trips despoletadas em centros onde supostos técnicos dão supostas indicações sobre como “viajar” internamente sem esquizofrenizar... muito!

Vários são os casos que chegam às urgências psiquiátricas por descompensação psicótica. Vários me chegaram por desequilíbrios provocados por rituais descontextualizados do seu tempo e espaço. Não somos Xamanes, não somos índios. Somos apenas seres em busca de nós. Esse encontro não é feito com ervas ou mediadores espirtituais.

Curso - Comunicação Interpessoal e Assertiva (Palmela)



























Uma das grandes mais-valias de um profissional é a sua capacidade de ser assertivo.

Ser assertivo (e não agressivo) é comunicar-se de maneira franca, aberta, adequada, sem provocar constrangimentos.

A falta de assertividade é a causa mais comum de muitos conflitos e mal entendidos (no trabalho, casal, família, amigos).

Sendo Assertivo irá:

- Reduzir os conflitos interpessoais
- Obter uma Liderança clara, directa e eficaz
- Negociações bem conduzidas
- Melhor planeamento no trabalho
- Melhoria no clima organizacional
- Clientes satisfeitos com o atendimento
- Pessoas mais seguras, satisfeitas e menos stressadas.

Inscrições abertas

http://www.institutolg.com

Animação em Areia - Ксения Симонова

Areia, tempo, ciclos de vida... brilhante

Livro da Semana: Culpa e Depressão (Grinberg)


CULPA E DEPRESSÃO
León Grinberg

Editora Climepsi

"Este clássico da literatura psicanalítica teve a primeira publicação em 1963, sendo sucessivamente reeditado ao longo dos anos. Esta edição contém um apêndice em que Grinberg actualiza algumas ideias e aborda novos conceitos como o fenómeno do «fio da navalha», entre outros".

Preço normal: 20,95€
Preço com desconto: 16,76€


ISBN: 972-8449-32-1
Páginas: 288
Data de Publicação: 01/2000
Colecção: Obras de León e Rebeca Grinberg

Wednesday, November 25, 2009

A Perfect Circle - Blue

Tuesday, November 24, 2009

Garmonbozia - dor e sofrimento


O Universo de David Lynch pode ser definido com inúmeros adjectivos: rico, doloroso, ansiogénico, persecutório, psicotizante, orgânico, angustiante, colorido, sombrio, profundo, depressivo, caótico, etc. Cada obra de Lynch é uma tela onde o espectador constrói a sua realidade, a sua interpretação simbólica.


Cheios de situações tocantes e ameaçadoras da nossa integridade, os filmes de Lynch parecem gerar nos espectadores uma de duas emoções: AMOR e ÓDIO. Existe um grupo de seguidores do realizador, no qual me incluo estando a realizar o meu Doutoramento nesse tema e um grupo de Anti-Lynch que não suportam qualquer forma de expressão do autor. Séries como Twin Peaks e filmes como Eraserhead, Mullholland Drive, Dune, Lost Highway ou Blue Velvet marcam o meu imaginário desencadeando emoções e sintomas físicos que ainda hoje não explico em bom rigor.



De uma forma pessoal, pareço retroceder a um período primitivo e precoce, onde as angústias de morte e desfragmentação povoavam o meu inconsciente, de forma pouco ou nada estruturada. Este período em que o caos imperava e em que o orgânico, a par com o psíquico, dominavam emerge durante cada filme, remetendo-me para os horrores da iminente destruição, da dúvida, da insegurança... Não tenho dúvidas de que, se Lynch não fosse absolutamente genial, seria rotulado de louco, institucionalizado e medicado. Felizmente a faísca da criatividade rompeu e o seu talento, a par da excentricidade, foi bem sucedido.

Observatório sobre Violência Contra as Mulheres


































A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, enquanto Coordenação em Portugal do Lobby Europeu das Mulheres (LEM), e a Associação de Mulheres Contra a Violência, representante de Portugal no Observatório Contra a Violência do LEM, convidam-na/no a participar na Reunião de apresentação do Ramo Nacional do Observatório sobre Violência Contra as Mulheres do Lobby Europeu das Mulheres, que terá lugar no próximo dia 28 de Novembro, no Hotel Sana Reno, em Lisboa.

As inscrições são livres mas sujeitas aos lugares disponíveis. Inscreva-se até 27 de Novembro.

Mais informações no site da Plataforma em www.plataformamulheres.org.pt

Einstuerzende Neubauten - The Garden

Tuesday, November 17, 2009

O Início do Fim


Crónica Publicada no JORNAL DO PINHAL NOVO
COLUNA: DO OUTRO LADO DO ESPELHO
17-Nov-2009

A propósito da recente morte que abalou o mundo do futebol – o do jovem Robert Enke, de 32 anos – quase tão mediático como o do não menos jovem e conhecido actor Heath Leadger, hoje o tema do “Outro Lado do Espelho” é esse assunto difuso e assustador que se prende com o facto de se poder colocar termo à vida. Quando esta é a única opção, a morte não termina apenas um ciclo mas é também uma forma desesperada de comunicar uma dor profunda. Robert Enke era um jovem adulto que tinha recém perdido a sua filha de dois anos. Enfrentou uma depressão profunda que escondia dos meios de comunicação social, temendo prejudicar a sua carreira. Como Enke, encontram-se muitas outras pessoas.

Assinalarei nesta crónica, o suicídio que decorre na fase correspondente à adolescência já que, depois dos acidentes de viação, o suicídio é a segunda causa de mortalidade entre os jovens. Cerca de 1000 jovens entre os 15 e os 24 anos morrem todos os anos por suicídio. A tentativa de suicídio é verdadeiramente o tipo de gesto que assume múltiplas estratégias e intenções. Acontece muitas vezes num clima de impulsividade e representa, evidentemente, um virar da agressividade contra si. Constitui um ataque contra o corpo e tudo o que ele representa, mas é também uma forma de provocar a reacção dos outros. Além disso, levanta o problema da depressão e das ideias de morte cuja frequência, nesta época da vida, se conhece bem.

Mas o que poderá levar um jovem a cometer um acto como o suicídio? Várias situações podem estar na origem deste problema. Desde o desespero de abandono em que uma separação é sentida como uma queda num abismo de morte, à ruminação obsessiva em que o comportamento suicidário representa uma forma de dizer que nada nem ninguém estará a altura de entender e ajudar quem se tenta suicidar. Passando por um modo de destruir a dor, induzindo uma dor mais aguda (mas contida) que absorva toda a vida interior, todos os afectos e que é suportada por sintomas diversos, como a anorexia nervosa - acabando por ser um “suicídio” em câmara lenta. Até à tentativa de destruição das pessoas que foram abandónicas numa espécie de “imolação pela vingança”, em que a morte surge da expectativa de introduzir na sua mãe, no seu pai, no/a companheiro/a, os remorsos persecutórios que os mortifiquem de culpa e os matem, por dentro, devagar.

Devemos estar atentos aos sinais e sintomas. A ajuda deve ser imediata e o acompanhamento poderá prevenir o “início do fim”.

Friday, November 13, 2009

Wednesday, November 4, 2009

Ciúme Patológico ou Síndrome de Otelo


Crónica Publicada no JORNAL DO PINHAL NOVO
COLUNA: DO OUTRO LADO DO ESPELHO

Já lá vai o tempo em que o ciúme era visto como expressão do chamado amor “romântico”. Na Idade Média, este amor também se manifestava através do ciúme, da posse da mulher amada, dos homicídios passionais. Apesar de ainda assistirmos a casos semelhantes (sim, e estamos em pleno século XXI), o facto é que este amor “romântico” do qual o ciúme patológico fazia parte, caiu em desuso. E apesar de ter caido em desuso, isso não significa que tenha sido erradicado mas sim que a sociedade não o vê mais como situação normal. Tal como o próprio nome nos indica, o ciúme patológico é doentio. Não se trata de uma expressão afectiva de amor mas de descompensação e de patologia. Como tal, a informação e o acompanhamento são necessários.

Entre os vários modos como se manifesta, os principais são os inúmeros telefonemas diários (não aceitando que, do outro lado, a vítima não possa atender); o implicar com decotes, maquiagem, perfumes (tudo isto lhes comprova que estão a ser traídos/as); as tentativas para que a vítima se contradiga e assim tenham motivo para justificar desconfianças; o seguir e perseguir a vítima; a contratação de detectives privados; a confirmação de facturas de telefone; a vigilância do e-mail e redes sociais; as ameaças, agressões e tentativas de homicídio e as ameaças frequentes de suicídio caso a vítima os/as deixe.

Na origem deste comportamento podem estar várias coisas. Em alguns casos o álcool assume grande parte da responsabilidade, sobretudo no nosso país em que o seu consumo é dos mais elevados em toda a Europa. O consumo de drogas, sobretudo a cocaína, também pode estimular alguns comportamentos semelhantes. O uso de anfetaminas ou medicação para emagrecer pode também provocar oscilações no humor. Estas oscilações provocam desequilíbrios que também se traduzem em manifestações de ciúme. No entanto, nem sempre a causa é de origem exterior ao sujeito. Muitas vezes tem origem na existência de Psicose (como a esquizofrenia) em que o ciúme assume contornos delirantes levando a situações insustentáveis. Deve a vítima procurar apoio junto de um Psicólogo ou de um Gabinete de Apoio à Vítima (APAV) e o/a ciumento/a procurar também ajuda especializada para que possa alterar o seu comportamento, solidificando a relação e sentindo-se mais feliz e confiante. O importante é lembrar que ciúme não é sinónimo de amor. O amor traduz-se em atitudes de compreensão, liberdade e respeito pelo espaço do Outro.

Friday, September 25, 2009

XXII COLÓQUIO DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE PSICANÁLISE - MORRER DE VIDA


Entidade: Sociedade Portuguesa de Psicanálise
Datas: 30 e 31 de Outubro de 2009
Local: Lisboa, Instituto Franco-Portugais


AMOR: DOENÇA OU CURA?


Haverá boas e más razões para (se) matar?


Rir será mesmo o melhor remédio?


E a paixão será um estado de loucura ou uma qualidade psíquica?



Estas e outras questões ligadas ao amor, à dor e ao humor serão debatidas entre psicanalistas e personalidades das artes e da cultura no âmbito do XXII COLÓQUIO DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE PSICANÁLISE – MORRER DE VIDA.



A própria psicanálise estará em interrogação e discussão nesse evento, que se realiza nos dias 30 e 31 de Outubro, no Instituto Franco-Portugais, em Lisboa.



Para o diálogo com os psicanalistas e com o público, foram convidados, entre outros, a fadista Aldina Duarte, a escritora Paola D`Agostino, o músico/compositor António Pinho Vargas, o artista plástico Eduardo Nery, o humorista Ricardo Araújo Pereira e o filósofo Carlos C. Sequeira Costa.



Na ocasião, serão apresentados uma instalação vídeo e um espectáculo musical tendo por base a correspondência entre Ivette Guilbert e Freud.



Mais informações – morrerdevida.blogspot.com

Friday, September 18, 2009

Curso - Introdução à Criminologia [Palmela & Sintra]


Irá iniciar, em Novembro, o curso de "Introdução à Criminologia".

O mesmo terá lugar em Palmela (Cabanas), com uma duração de 50h e decorrerá em horário pós-laboral (uma a duas vezes por semana, a acordar com os formandos). Também haverá horário disponível em Sintra.

Podem solicitar mais informações através desta página ou contactando o Instituto Leopoldo Guimarães (http://www.institutolg.com)

O programa do curso é o seguinte:


Módulo 1 - A origem da Criminologia: Paradigmas Clássicos
(A Génese: A Bíblia, Paradigma Iluminista, Paradigma Positivista, Paradigma Interaccionista)

Módulo 2 - Delinquência, factores biológicos
(Cesare Lombroso - Inatismo e constituição física, Estudos com gémeos, Estudos com adoptados, Estudos do Sistema Nervoso Autónomo)

Módulo 3 - Factores Sociológicos e Psicológicos da Criminalidade
(Sociologia: Positivismo, Moderna Criminologia, Teoria da Ecologia Urbana, Teorias da Anomia - Strain Theories, Teorias da Aprendizagem Social, Teorias do Controlo Social, Teorias de Resposta Social. Psicologia: Conduta e Personalidade, Identidade e Identificação, Marginalidade/Desvio/Crime, O Desvio e a Personalidade, Teoria Factorial de Eysenck, Teoria da Personalidade Criminal, Psicanálise e Delinquência, Personalidade Anti-Social DSM-IV)

Módulo 4 – A Criminologia Clínica e o Perfil Psicológico

(O perfil psicológico, tipos de assassinos, estatísticas, crime organizado)

Módulo 5 – Os Imputáveis vs. Os Inimputáveis

(classificação de imputabilidade e inimputabilidade. Quem é inimputável – como enquadrar)

Módulo 6 – Criminologia e Criminalística

(Definições e diferenças; disciplinas da Criminalística: detiloscopia, balística, grafologia, peritagem, etc.)

Módulo 6 – Os Crimes de Colarinho Branco

(Definição; características, como identificar; o crime económico)

Módulo 7 - Prisões e Penas em Portugal
(O Código penal, Caracterização da pena de prisão, A DGSP como agente executor)

Módulo 8 - "Probation" ou medidas alternativas à prisão
(Medidas de conteúdo probatório e outras penas, Suspensão provisória do processo, Suspensão da Execução da Pena de Prisão, Liberdade Condicional, Liberdade para prova, Probation)

mais informações: http://www.institutolg.com

Wednesday, September 2, 2009

Sunday, August 23, 2009

Curso - Gestão de Recursos Humanos (Palmela, Setúbal)

















O Instituto Leopoldo Guimarães (http://www.institutolg.com) encontra-se com inscrições abertas para o curso de Gestão de Recursos Humanos

Destinatários

Chefias com responsabilidade na liderança e gestão de pessoas.

Candidatos gestores de equipas ou de recursos humanos

Profissionais de recursos humanos;

Futuros profissionais de recursos humanos


Coordenação:

Drª Tatiana A. Santos

Duração do curso: 24 horas

Programa

Módulo I – Introdução e Apresentação

Módulo II – Recrutamento e Selecção

Módulo III – Motivação, Recompensas e Remuneração

Módulo IV - Formação e Desenvolvimento Profissional

Módulo V – Avaliação de Desempenho

Módulo VI – Gestão de Carreiras

Módulo VII – Segurança e Higiene no Trabalho

Horários:
Pós-laboral, a definir com os formandos
Outros horários podem ser eventualmente propostos.

A realização do curso está dependente do nº de inscrições

Contactos

Sede: Rua Fernando Miguel,
2950-618 Cabanas de Palmela
TM: 351912379349
e-mail: geral@institutolg.com

Tuesday, August 18, 2009

Grupo de Auto-Ajuda: Pós-Stress Traumático (Sesimbra)





















Em fase de criação: Grupo de Ajuda, com mediação/intervenção de Psicóloga destinada a pessoas que sofrem de Perturbação Pós-Stress Traumático (ppSt) - em Sesimbra


A Perturbação Pós-Stresse Traumático (ppSt) ocorre em pessoas que experienciaram ou testemunharam situações de risco de vida ou de risco para a sua integridade física e psíquica. É portanto um diagnóstico que só pode ser feito na sequência de um evento traumatizante.


Apresenta três tipo de sintomas que têm que ter pelo menos um mês de duração: reviver a experiência traumática; evitamento de situações ou pessoas relacionadas com o trauma, diminuição do interesse na maioria das actividades, sentimento de desligamen...to dos outros e hipervigilância (problemas de sono, irritabilidade, raiva, dificuldades de concentração)


Se este é o seu caso e deseja integrar o Grupo de Ajuda, contacte através de e-mail ou telefone

A iniciar em Setembro


Não hesite em pedir ajuda e, acima de tudo, seja feliz!

Saturday, August 8, 2009

Mãos dadas com a comunidade


Cada vez mais será necessário avaliar o que – de facto – tem sido feito pelas comunidades no que toca à saúde física, psicológica e ao apoio social que, efectivamente, é prestado. Nem só de eventos vivem as localidades e existe uma longa e larga estrada pela frente relativamente ao que ainda falta fazer nestas áreas. Os cenários de crise, muitas vezes, fazem com que toda a atenção se desvie para o entretenimento de forma a aliviar e descontrair os cidadãos, permitindo-lhes um escape para as suas preocupações quotidianas. Contudo, o que é realmente necessário é o apoio ao desempregado, o apoio à terceira idade, um real acompanhamento do adolescente que apenas vê a si destinado um ou outro espaço de lazer, etc.

Não há um verdadeiro acompanhamento das famílias que vivem da pesca. Falamos de famílias com carência económica mas sobretudo afectiva. Muitos pescadores passam grande parte do seu tempo fora para providenciarem o sustento das suas casas o que, por vezes, conduz a situações de isolamento, depressão e algum desamparo. Estas mulheres e estas crianças e jovens necessitam de um acompanhamento permanente.

A gravidez na adolescência é outra das situações que deveria preocupar a localidade. O nascimento de um novo membro familiar, sobretudo em jovens casais, vem desequilibrar toda a estrutura existente da família. Esta estrutura tem de se readaptar, tomar decisões e precisa de um apoio social e psicológico no momento da crise, bem como posteriormente. O alcoolismo e o consumo de drogas ao nível da comunidade são também sintomas de algumas oscilações familiares e mesmo comunitárias. Todos estes pontos podem e devem ser trabalhados ao nível das organizações e equipamentos sociais disponíveis. O bem-estar começa por dentro e, como diria o anúncio, isso vê-se por fora!

Tuesday, July 14, 2009

Monday, July 13, 2009

Serviço de Apoio ao Aluno - ILG

A partir de agora, o Instituto Leopoldo Guimarães (ILG) dispõe de um serviço de apoio ao aluno, em Psicologia Clínica. Neste serviço pode solicitar avaliação psicológica, orientação vocacional, acompanhamento psicológico, intervenção em situações de NEE (necessidades educativas especiais como perturbações do espectro do autismo, hiperactividade, perturbações da aprendizagem, problemas de humor, etc.)

Em Cabanas de Palmela

Mais informações em:

website - http://www.institutolg.com
E-mail - geral@institutolg.com

Instituto Leopoldo Guimarães - aulas de Espanhol


A partir de Setembro, iniciar-se-á um curso de nível I em Língua Espanhola (Castelhano) no Instituto Leopoldo Guimarães, em Palmela. Eu irei leccionar este curso que pretende preparar de forma prática todos os alunos para os desafios que possam surgir.

Para que devo aprender Espanhol?

Cada vez mais, o Espanhol (4.ª língua mais falada no Mundo) é uma mais-valia para qualquer área funcional. Saber Espanhol (falar e escrever) auxilia caso queira concorrer a uma faculdade no país de "nuestros hermanos". Permite-lhe ainda maiores possibilidades de ascensão na carreira ou conseguir trabalho na área do Turismo e Aviação.

De forma divertida e dinâmica, aprenderá Espanhol sem esforço.

Mais informações em:

website - http://www.institutolg.com
E-mail - geral@institutolg.com

Monday, July 6, 2009

Avaliação Psicológica para efeito de Carta de Condução


Sabia que existem novas regras para a obtenção e revalidação da carta de condução?

Em Conselho de Ministros reunido no dia 14 de Maio de 2009, foi aprovada a proposta de Lei que visa autorizar o Governo a fixar as incompatibilidades que condicionam o exercício da actividade de avaliação médica e psicológica dos candidatos e dos condutores, bem como o respectivo regime sancionatório.

Comece hoje a reunir, na sua Escola de Condução, as condições necessárias ao cumprimento da lei através de protocolos com Psicólogos acreditados com carteira profissional que possam validar e assinar relatórios de avaliação Psicológica.


Peça mais informações sobre o processo / custo através desta página, pelo e-mail tatiana.a.santos@clix.pt ou telefone: 936783972

Patológico ou Adaptado?


Muitas vezes, os Psicólogos têm tendência a patologizar os seus utentes. Porque existe sofrimento, porque existem desvios, porque existem personalidades específicas que, de acordo com guias e manuais atribuem essa designação ao sujeito. É uma tendência que se torna “defeito” de profissão. Contudo, nem todas as possíveis patologias ou tipos de personalidade são, necessariamente, alvos a transformar ou elementos a curar. Nem todos estes casos implicam sofrimento associado. Muitas vezes, sem a dita patologia, o sujeito não conseguiria integrar-se na sociedade.

Como exemplo temos algumas figuras ligadas à política que devido a certas características de personalidade se conseguem manter activas num estilo de vida provocativo, ofensivo e mesmo destruidor de qualquer mente dita mais “sã”. Nos meios de comunicação ou mais artísticos, encontramos algumas personalidades histriónicas, dramáticas e “coloridas” que procuram determinados cargos para poderem sobressair. O meio da gestão, contabilidade e economia está cheio de personalidades obsessivas. Sem estas características, seria impossível fazer um trabalho rotineiro, rigoroso e de pormenor. O meio desportivo de alta competição também tem alguns casos que, no divã, receberiam rótulos marcantes. Sem certos traços era impensável treinar dias a fio até ao vómito, pedir ao corpo um esforço inimaginável e desafiar todas as regras da sanidade. Assim, o problema existe se o seu “portador” sentir que o mesmo implica sofrimento. Caso contrário, o tratamento pode até acabar com as possibilidades de integração e ajustamento social do indivíduo.

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Contactos:
Marcações para o e-mail: tatiana.a.santos@clix.pt ou pelo telefone: 265 232 573

Wednesday, July 1, 2009

Publicidade (Ministry of Social Affairs do Líbano)



Credits:


Company: SAATCHI & SAATCHI LEBANON, LEBANON, Beirut
Executive Creative Director: Philippe Khayat
Creative Director: Samer Younes/Dan Khoueiry
Copywriter: Nizar El Hindi
Art Director: Dan Khoueiry
Agency Producer: Eli Zreik
Account Supervisor: Gabrielle Freiha
Advertiser's Supervisor: N/A
Director: Marc Hadifé
Producer: Joyce Hadife
Lighting Cameraman: Toufic Tabbal
Editor: Toufic Naim

Monday, June 29, 2009

Thursday, June 25, 2009

O Caso de Danielle ou a Menina que Não Sabia Sorrir


“A rapariga na janela” foi a reportagem vencedora do maior prémio em jornalismo deste ano – o Pulitzer. Escrita pela jornalista Lane DeGregory, conta-nos a história da menina Danielle (EUA), encontrada pelos Serviços Sociais e pela Polícia num pequeno quarto, enrolada, devorada pelas baratas, sem sorrir, sem manifestar sinais de dor, tristeza ou medo. Esta menina estava a um passo da morte quando foi entregue ao Hospital. Para além de uma alimentação extremamente precária, nunca tinha recebido quaisquer gestos de afecto ou protecção. A menina, que foi parar a uma instituição, acabou por ser adoptada por uma família algum tempo depois. Sem falar ou mesmo sem saber usar os maxilares (porque nunca tinha comido comidas sólidas até aos 7 anos de idade), Danielle encontrou na nova família os alicerces para que esta história – ao contrário da maior parte – se encaminhasse para um desfecho mais feliz. O seu novo irmão, apenas um ano mais velho, deu-lhe o seu quarto com janela, entregou-lhe os seus brinquedos e ensinou-a a esboçar um sorriso.

A psicóloga que a acompanhou, Kathleen Armstrong, designou esta situação de Autismo Ambiental (provocado pelo ambiente e contexto familiar). No entanto, Danielle sabe agora que tem a protecção da sua família e que o Mundo existe para ser explorado. Ao nosso lado existem muitas Danielles. Muitas meninas e meninos que vivem situações de abandono e abuso dentro do seio familiar. Crianças que andam nuas, devoradas por todo o tipo de parasitas, deitadas nos seus excrementos, à espera do fim. A minha experiência profissional mostrou-me muitos meninos e meninas como Danielle. Dia 1 de Junho é o dia da Criança. Nos Estados Unidos Danielle foi salva pelo alerta de um vizinho. Até quando vai fechar os olhos?

Monday, June 22, 2009

Saturday, June 20, 2009

Nova Pagina!


Car@s amig@s

para além deste Blog que continuará sempre a funcionar de forma dinâmica e interactiva, foi agora desenvolvida uma página WEB onde algumas destas informações e contactos também estarão disponíveis.

Visitem-na em:

http://tatianasantos.jimdo.com

Thursday, June 18, 2009

Porque rir é terapêutico...

... Tudo o que for MontyPython é, certamente, recomendado para a saúde!

Iniciação ao Teatro Playback


O espaço SOU em Lisboa recebe um workshop de iniciação ao Teatro Playback nos dias 20 e 21 de Junho, das 14h às 18h30. Este workshop é ministrado por José Marques, fundador e orientador do Teatro Imediato, o primeiro grupo português que pratica este tipo de teatro interactivo, baseado no psicodrama, que visa aproximar as pessoas e criar um espírito de comunidade entre elas.

Para além da formação propriamente, os participantes do workshop poderão tomar parte nos ensaios do Teatro Imediato dos dias 17 e 25 de Junho. Estes ensaios decorrem na Oficina da Pessoa, também em Lisboa, a partir das 20h30.

O workshop visa iniciar os participantes na técnica e razão de ser do Teatro Playback, incluindo o seu contexto no mundo actual e em Portugal. O workshop começa com exercícios de aquecimento, aos quais se segue a explanação de algumas variações da “forma curta” que, numa representação de teatro playback, serve para preparar tanto o público como os performers para representações mais elaboradas. Segue-se a explanação da “forma longa” do playback, que constitui o coração desta técnica e que se traduz na representação de uma história verídica e pessoal.

Este workshop destina-se ao público e geral, revestindo-se de interesse acrescido para estudantes e profissionais de teatro, psicologia, educação e animação social, entre outras áreas.



As inscrições podem ser efectuadas no através do blog do SOU (http://soumovimento.blogspot.com) ou do n.º de telemóvel 927340852.

Contactos para mais informações:

Teatro Imediato - http://teatroimediato.weebly.com

teatroimediato@gmail.com

José Marques - 914366161

Tuesday, June 16, 2009

Regras nascidas do Medo!


Há muito que as civilizações encontraram uma solução eficaz e cómoda para ditar regras e educar as massas: o medo! Correu bem à Igreja Católica com todos os seus mitos diabólicos, de almas ardendo no Inferno ou do arrependimento para absolvição... quando era dada oportunidade para isso. Corre, aparentemente, bem a todos nós que educamos os nossos filhos com histórias arrepiantes para que rapidamente se consigam assimilar uma série de normas sociais difíceis de passar por outra via. São os papões, quando há um comportamento para punir, são os contos em que crianças são devoradas, em que meninos se perdem em florestas escuras e viagens alucinantes com rainhas que cortam cabeças em universos paralelos.

A fantasia é assim mesmo. Excitante e assustadora. A alguns provoca angústia e pânico. A outros dá asas para sonhos mais altos. Contudo serve um fim muito concreto: moldar e passar um testemunho. Necessária quanto baste e sempre, sempre acompanhada de uma boa pedagogia porque o comportamento tem de ser - acima de tudo - compreendido e não seguido por temer consequências. Quando assim é... um dia, o medo pode perder-se e então, não há mais razões para reprimir os impulsos.

Thursday, June 11, 2009

Explicações - Acompanhamento Psicopedagógico

Clínica Social - desconto para estudantes, reformados e desempregados


Para além dos serviços disponibilizados em Alverca, Lisboa e Setúbal, existe agora uma nova opção pois não se deve permitir que, por falta de condições financeiras, alguém seja privado de apoio Psicológico. Assim, para desempregados, estudantes e reformados, será facultado o apoio Psicológico (em Sesimbra) a preço social.

Se deseja efectuar uma marcação e se o seu caso é um dos acima descritos, ligue para o 936783972 ou envie um e-mail para tatiana.a.santos@clix.pt. Poderá marcar consoante o dia que lhe seja mais favorável trazendo, para isso, o comprovativo da situação que justifica a consulta a preço social (cartão de estudante, recibo de reforma ou inscrição no seu centro de emprego local para situação de desemprego).

Mais informações: ver contactos na barra lateral

Thursday, June 4, 2009

AS HORAS (análise Psicológica do filme)

NOTA: A análise deste filme é detalhada e inclui revelação do final do mesmo e esclarecimentos acerca das personagens. Não recomendado a quem não viu o filme e pretende o efeito surpresa.


Mors Liberatrix

"Na tua mão, sombrio cavaleiro,
Cavaleiro vestido de armas pretas,
Brilha uma espada feita de cometas,
Que rasga a escuridão, como um luzeiro.

Caminhas no teu curso aventureiro,
Todo envolto na noite que projectas...
Só o gládio de luz com fulvas betas
Emerge do sinistro nevoeiro.

- «Se esta espada que empunho é coruscante
(Responde o negro cavaleiro andante),
É porque esta é a espada da Verdade:
Firo mas salvo... Prostro e desbarato,

Mas consolo... Subverto, mas resgato...
E, sendo a Morte, sou a liberdade.»"


Antero de Quental


A HISTÓRIA


As primeiras imagens de «As Horas» são bruscas, angustiantes e dolorosas. Assim terá sido para quem foi retratado no filme. Assim o sentirão certamente todos os espectadores. Sofrimento, dor e uma carta de despedida. Virgínia Woolf suicida-se finalmente no rio Ouse, em Sussex, com 59 anos e após inúmeras tentativas falhadas.

1923: Virginia vive nos subúrbios de Londres. Revela presença de alucinações auditivas, humor deprimido, pessimismo, sentimento de vazio, desintegração, fatalismo, falta de apetite… para além disso sabe-se, ao longo do filme, que tem um historial de internamentos e tentativas de suicídio. Aquando do início do filme, prepara os manuscritos do seu romance «Mrs. Dalloway». Laura Brown é uma deprimida dona-de-casa em Los Angeles, lendo «Mrs. Dalloway» em 1959 e Clarissa Vaughn, uma editora de livros que vive actualmente na West 10th Street, em Greenwich Village.

Três mulheres, três facetas de uma personagem, três reflexos de Virgínia. Woolf (ela própria), Laura e Clarissa são, respectivamente, as três faces de «Mrs. Dalloway» - a que escreve, a que lê e a que vive a acção. Três pessoas que transportam encerrados em si mesmas os sintomas, frustrações e angústias de Virgínia Woolf.

A história de Clarissa é a peça-chave. Chamada de Mrs. Dalloway por um amigo e ex-amante Richard - um atormentado poeta homossexual, seropositivo em fase terminal que, mais tarde se percebe, ser filho da personagem Laura. Clarissa vive com Sally há 18 anos. A jovem Julia, filha de Clarissa é filha de «nada mais do que uma proveta numerada».

A insatisfação une as personagens. Virgínia, luta para sair de um local que a sufoca onde vive aprisionada dentro de casa e rodeada de médicos. Combina fases de depressão com episódios maníacos em que, simplesmente, coloca o chapéu e dirige-se à estação de comboios para regressar a Londres. Nessas alturas sente falta do movimento e energia da capital e não suporta a viver no campo.

Insatisfação de Laura que assumiu um papel que nunca fora o seu. Abandonou os sonhos para ficar em casa, ser esposa e mãe a tempo inteiro. Dia após dia esse pensamento a frustra. Também nela se encontram sintomas da fase mais depressiva de Virgínia. O isolamento, a lentificação, a tristeza permanente, a ideação suicida. No entanto Laura escolhe a vida e abdica do que a angústia: o marido e os filhos. Parte para o Canadá para começar de novo.

Insatisfação de Clarissa que fora trocada por um homem na relação que tinha com Richard. Insatisfação por se esconder atrás de uma máscara de sucesso e boa disposição, camuflando-se com festas e homenagens quando por dentro sofre a dor de estar a perder o amigo e o homem que ainda ama para a SIDA.

AS PERSONAGENS


A. Virgínia Woolf (Nicole Kidman)

Profissão: escritora

Estado civil: Casada

Sintomas clínicos:
Alucinações auditivas, humor deprimido, pessimismo, sentimento de vazio, fatalismo, falta de apetite, historial de internamentos, três tentativas de suicídio (uma concretizada), frustração e não identificação com a vida que leva, lentificação alternada com momentos de agitação e ansiedade.

Percurso:
Vivia em Londres, é casada. Devido às suas crises e internamentos é recomendado que se mude para o campo - Richmond. Sente-se aprisionada. Vê a prisão como o estar afastada da energia e movimento da capital, rodeada de médicos e isolada de todos. Vê-se confrontada com um silêncio aterrador.

Passa o tempo com os seus livros. Não tem estímulos exteriores que permitam uma fuga à sua doença. Ela e a sua sombra.

Diagnóstico: Doença Bipolar (Maníaco-Depressiva)

Virgínia vive numa dimensão intemporal, trilha o seu caminho existencial sem a percepção futura do fim. A morte constitui-se como uma possibilidade, um afluente que permite a fuga ao terrível jugo das horas.

No filme «As Horas», a vida interna de Virgínia traduz-se também no espaço. A inércia, o silêncio e a quietude bucólica de Richmond que reflecte o pólo depressivo de Virgínia e a azafama electrizante de Londres, o seu pólo maníaco. Virginal no seu pólo maníaco não suporta o contraste que existe em Richmond, sente-a como uma prisão da qual procura uma fuga imediata.

Por outro lado poderemos especular que a energia londrina, seria vivenciada de outra forma por Virgínia quando o pólo depressivo se instala. A fuga e a retracção surgem como formas projectivas de evitamento. Foge-se do espaço, na impossibilidade de fugir de si mesmo. O espaço de aprisionamento de Virgínia aparece em diversas camadas. Virgínia está encarcerada na infinitude de Richmond, em sua casa e no seu próprio corpo.


B. Laura (McGrath) Brown (interpretada por Julian Moore)

Profissão: doméstica

Estado civil: Casada (com um filho, grávida de uma menina)

Sintomas clínicos:
Humor deprimido, pessimismo, sentimento de vazio e incompletude, ambivalência afectiva, hipersómnia, lentificação psicomotora e cognitiva, ideação suicida grave com plano, já apresentava um padrão de isolamento e introversão na adolescência

Percurso:
Casa com um retornado de guerra e adopta uma vida caseira e familiar com a qual não se identifica minimamente. Torna-se dona-de-casa, mãe e esposa e isso angustia-a. Vê na sua vizinha (Kitty) aquilo que ambicionava para a sua vida.

Há uma incapacidade de mudança, um sentimento de fatalismo e vazio para o qual a morte é a única saída. Pensa suicidar-se mas opta por viver. Para que isso aconteça tem de abdicar do que a faz sofrer: a família. Abandona os filhos e parte para o Canadá.

Frase:
«Que significado tem o arrependimento não existindo alternativa?» (Laura Brown)

Representa: a insatisfação, frustração, fatalismo e ausência de soluções de Virgínia Woolf – mors liberatrix

Identificação com Virginia: «A minha vida foi-me roubada. Vivo uma vida que não me apetece viver. Luto sozinha na escuridão... na treva absoluta» (Virgínia Woolf)


C. Richard Brown (interpretado por Ed Harris)

Filho abandonado de Laura Brown

Profissão: poeta, escritor


Estado civil: solteiro (homossexual sem relacionamento estável)

Sintomas clínicos:
Doente terminal de SIDA, alucinações auditivas e visuais, alterações físicas provocadas pela doença, labilidade afectiva, ideação suicida subjacente ao estado terminal em que se encontra.

Percurso:
É abandonado pela mãe. Tem um relacionamento breve mas significativo com Clarissa Vaughn. Deixa-a por Louis mas mantém com ela uma relação muito próxima de amizade e cumplicidade. Evita o contacto com a mãe. O seu abandono marcou-o muito. O pai morreu de cancro, bem como a irmã mais nova. Tornou-se um poeta e escritor conceituado e premiado no entanto, na fase final, rejeita o reconhecimento e os prémios. Vive através dos seus livros o abandono da mãe que nunca foi um contentor das suas angústias e os sentimentos de morte constantes.

Representa: a incompreensão, o sentimento de abandono e desespero face a uma doença que não tem solução – ser para a morte.

Identificação com Virginia: «Alguém tem de morrer para que possamos valorizar mais a vida. Morre o poeta, o visionário» (Virgínia Woolf)

Richard cresce na ausência de segurança e afecto por parte da mãe. Não há envolvimento. Laura Brown mantém sempre o seu «bicharoco» a uma distância suficiente, que lhe permita não entrar no seu espaço [de Richard].

Quando é abandonado na casa da ama, Richard fantasia o regresso da mãe construindo uma casa e acabando, finalmente, por a destruir. Rejeita a mãe que o rejeitou.
Com o nascimento de sua irmã, Richard é abandonado por Laura Brown e vê o seu pai e a sua irmã morrerem de cancro.

É em Clarissa que Richard encontra os cuidados maternos, ausentes na sua infância. Clarissa sofre uma metamorfose no breve envolvimento que teve com Richard. Torna-se «Mrs Dalloway», a mãe que lhe presta cuidados e amor incondicional.


D. Clarissa Vaughn (interpretada por Meryl Streep)

Amiga, confidente, ex-namorada e «mãe» de Richard

Profissão: redactora numa revista


Estado civil:
união de facto (lésbica, vive com Sally há 10 anos, tem uma filha por inseminação artificial - Julia)

Sintomas clínicos:
Ansiedade, traços de neuroticismo, perturbação da personalidade dependente, instabilidade afectiva

Percurso:
Manteve sempre contacto próximo com Richard e tomou conta dele em todos os momentos. A sua própria vida era organizada em função da agenda de Richard. Clarissa usa e abusa da racionalização para conseguir encaixar tudo na sua vida rigorosa e justificada. Para não sentir, para não viver… no entanto, acaba por ser confrontada com os seus sentimentos.

Nos últimos anos de vida do poeta, Clarissa tratou-o como a «mãe» que ele nunca tivera. Richard chamava-lhe «Mrs. Dalloway» (livro de cabeceira de sua mãe, Laura Brown). Clarissa constantemente organizava festas que Richard dizia serem para «calar o silêncio».

Clarissa fica aprisionada na doença de Richard, fica sua refém. A representação da mãe de Richard é tão má que seria quase insuportável para Clarissa abandonar Richard também, por isso acaba por abdicar da sua vida e viver em função dele.

Frase: «Sinto-me a desfazer » (Clarissa Vaughn)

Representa: conflito interno/externo: independência vs. dependência, organização externa vs. desorganização interna.


Identificação com Virginia:
«Achas que um dia consigo escapar?» (Virgínia Woolf)

Análise feita em parceria com o Dr. Gonçalo Aires de Oliveira (Psicólogo, Investigador Científico na área da Psiconeuroendocrinologia)

Progeria ou síndrome de Hutchinson-Gilford



A Progeria ou síndrome de Hutchinson-Gilford, é uma doença genética da infância extremamente rara. Consiste no envelhecimento acelerado (cerca de sete vezes em relação à taxa normal). Uma criança com Progeria tem uma expectativa média de vida de 14 anos para as meninas e 16 para os meninos. Acabam por morrer, maioritariamente, devido a Aterosclerose.

Felizmente, trata-se de uma doença que atinge 1 entre 8 milhões de recém nascidos, daí que seja "Raríssima". Contudo, a inteligência da criança e o seu raciocínio não são afectados o que faz com que se apercebam dolorosamente de todo o processo que os irá conduzir a um final precoce. Esta doença não tem cura.

Em Portugal temos um caso conhecido de Progeria - a Cláudia (já divulgado através dos media nacionais). Temos também uma associação - a Raríssimas (http://www.rarissimas.pt/) que tem feito um trabalho notável no esclarecimento e apoio de doentes e familiares.

Os pacientes (adultos ou não) de doenças raras necessitam de todo o apoio possível. Contudo, nunca podemos descurar a sua família. Uma rede familiar bem apoiada, estruturada consegue responder às necessidades do doente e, muitas vezes, proporcionar ao mesmo momentos de felicidade e qualidade de vida.

"Por uma Mente Sã" - texto in Língua Afiada

Quando o desemprego bate à porta, há quem arregace as mangas e reme obstinadamente contra a corrente, que é o mesmo que dizer «não vou bater à porta, vou arrombá-la».
Tatiana Santos é assim.

Com dois cursos na cartola (Jornalismo pela ESCS e Psicologia Clínica pelo ISPA), uma Pós-Graduação (em Reabilitação e Inserção Social), formações diversas na área da Psicologia e experiência profissional em ambas as áreas, Tatiana sabe bem o que significa a palavra «não». Acontece a quem tem dois cursos bem cotados na bolsa do desemprego.

Fez cursos extra-curriculares, acumulou estágios, colaborações, mas ainda assim as portas teimaram em não se abrir.

O destino quis que se fizesse à estrada.

Tornou-se Psicóloga "itinerante" (ora dá consultas em Alverca ora em Setúbal). Mantém uma coluna quinzenal sobre Saúde Mental no jornal Notícias da Zona e é responsável pelo blog http://cronicasdeumamentesa.blogspot.com/, onde podem seguir os seus conselhos e marcar consultas.

No meio desta lufa, lufa ainda dá formação, explicações (espanhol, comunicação, psicologia, etc) e aulas de desenho e pintura.

Saiba mais sobre esta self-made woman em http://cronicasdeumamentesa.blogspot.com/.
Um exemplo de tenacidade e de "quixotismo", porque muitos lutam contra moinhos de vento, mas nem todos conseguem derrubá-los...

Por "Cabeça na Lua" (uma amiga especial que sempre soube vestir a camisola pela Comunicação e Jornalismo em Portugal. E como vivemos uma democracia, às vezes transformada em qualquer outra coisa inominável, não vou referir o seu nome para que possa continuar a lutar).

In http://linguaafiadanoportugaldospequeninos.blogspot.com/


nota: podes ter a cabeça na Lua amiga mas sempre tiveste os pés muito bem assentes na Terra. Sucesso e Felicidades. Obrigada pelo Post

Wednesday, June 3, 2009

A Luz e a Escuridão

"Light thinks it travels faster than anything but it is wrong. No matter how fast light travels, it finds the darkness has always got there first, and is waiting for it."

"A Luz acredita que se move mais rápido do que qualquer coisa mas está enganada. Não importa a que velocidade a Luz viaja, ela percebe que a Escuridão sempre chega primeiro e a aguarda"
[Terry Pratchett]

Fantasmas...

"Os Monstros existem. Os fantasmas também. Eles vivem dentro de nós e... às vezes ganham" [Stephen King]

Tuesday, June 2, 2009

Cartão - contactos

Monday, June 1, 2009

A "Identidade Roubada" de Gomes da Silva



Segundo Gomes da Silva (1994), a sociedade de princípios dos anos 90 (época em que o texto foi redigido) era caracterizada por uma visão etnocêntrica do mundo. Os Homens do mundo Ocidental tinham tendência para acreditar que o seu saber era o único válido e cientifico. Marx Weber defendia esta teoria. Emile Durkeim, um dos fundadores da Escola Sociológica Francesa (juntamente com Marcel Mauss) pegou na ideia e desenvolveu o princípio de que as sociedades eram mais evoluídas, porque apresentavam uma estratificação que não se verificava nas sociedades ditas «primitivas». A palavra-chave para essas sociedades «primitivas» era semelhança, opondo-se às sociedades consideradas «evoluídas», para as quais a palavra-chave era diferença.

«Tal como os romanos descobriram semelhanças muito grandes entre os artigos germanos, os ditos selvagens produzem o mesmo efeito no Europeu civilizado»

A sociedade Ocidental sempre teve tendência para estabelecer uma comparação em termos de superioridade Vs. inferioridade sem ter em consideração o facto de estarem a observar culturas completamente diferentes, com um distinto modo de ver o mundo. Chegaram mesmo a pensar que aquelas sociedades não eram mais do que simples reflexos deles próprios antes de terem evoluído. Entre a «selva inferior» e a sociedade ocidental «superior» a maior distinção residia numa diferenciação das personagens, uma estratificação do papel do Homem. Acreditava-se que nesses mundos primitivos reinava a uniformidade.

Um dos antropólogos a abordar o tema foi Hobbs. Este autor defendia que não existindo a noção de legitimo e ilegítimo, não existiria também lei ou noção de injustiça. Assim, as sociedades primitivas deveriam ser sociedades agressivas, onde a guerra e a violência assumiriam o papel principal.

Outro dos autores que se debruçou sobre o assunto foi Jean-Jaques Rousseau que continuava a defender a existência de uma uniformidade nessas sociedades. Porém, passou a abordar uma outra perspectiva: Não havendo relações morais, os Homens não poderiam ser bons ou maus. Não tinham vícios ou virtudes. Esta era então uma sociedade isenta de conflitos.

Mas estas teorias não passaram livremente sem criticas. Marcel Mauss acreditava que a diferença era tão importante como a unidade. Na sua opinião, Durkheim estaria a ser demasiado rígido. Garnet, por sua vez, ilustrava as suas teorias com o exemplo do equilíbrio alcançado na China antiga. Os rituais eram responsáveis pela diferença; a musica pela união. Assim, da diferença resultaria o respeito mútuo e da união nasceria o afecto mútuo. Não se deveriam suprimir estas duas características.

Lévi-Strauss era outro dos críticos de Durkheim. Insurgia-se para destronar as suas teorias defendendo que no pensamento selvagem não havia qualquer confusão, mas sim posições diferentes.

Mas como então será formada a primeira sociedade estratificada civil?

Para Rousseau, tudo começou com o primeiro Homem que decidiu delimitar uma propriedade. Tendo os outros acreditado nele e no seu domínio territorial abriam-se assim as portas para a mudança. Os nómadas fixar-se-iam em bandos, a uniformidade cedia lugar à diversidade e era precisamente essa pluralidade de «nações» que iria ser responsável pela criação de um idioma que fosse comum. O Homem começava agora a olhar para o outro e é essa relação eu/outro que nos irá explicar o porquê do título Identidade Roubada.

M. Benoist lançou para a mesa uma nova ideia: para que o sujeito se possa afirmar terá de renunciar a uma relação exclusiva consigo próprio. E é nesta altura que o autor Gomes da Silva nos remete para o mito de Narciso, relatado por Ovídeo.

Quando Narciso nasceu, a sua mãe quis saber se lhe tinha sido concedida uma vida longa. Um adivinho respondia prontamente que sim: «desde que não se conheça a si próprio ( si se non nouerit )» – acrescentava. O recém-nascido poderia sobreviver se renunciasse a uma «relação reflexiva». Mas Narciso vê o seu reflexo e apaixona-se por si próprio, isolando-se de todos até definhar e morrer.

Involuntariamente ou não, a solidão é impossível. Sem a existência e o confronto com o outro, o sujeito deixaria de existir. Assim como o conceito de frio existe em função do conceito de calor ou como a noção de bem é justificada pela ideia de mal. É sempre o outro que nos permite construir uma imagem de nós próprios. É o outro que testemunha os actos do EU, o seu papel e estatuto na sociedade.

Porquê identidade Roubada? Porque essa Identidade apenas existe na presença do outro. Outro que quando desaparece «a rouba», a leva na sua fuga. Apesar de tudo, defende o autor que não nos devemos aproximar sobre risco das nossas identidades relativas se fundirem.

A questão levantada por Gomes da Silva refere-se à existência, ou não, de etnocentrismo. Sustenta o autor que sim. Dizemo-lo nós também, referindo-nos à actual sociedade ocidental em que nos encontramos inseridos.

Tal como Narciso, uma sociedade etnocêntrica que queira impor a sua visão monolítica de cultura, acabará isolada e definhará ou auto-devorar-se-á como o rei agreste do país de Camaaloth. Reza a lenda que este rei se isolou do mundo para não ser convertido à fé cristã pelo bispo Josefeu. Num acesso de loucura acabou por devorar as próprias mãos e estrangular o seu filho com os punhos meio destruídos.

Será que, como o Rei de Camaaloth, iremos devorar as nossas mãos se continuarmos a apostar num isolamento étnico-cultural?

Tatiana A. Santos acerca do livro

A Identidade Roubada
Ensaios de antropologia social
de José Carlos Gomes da Silva
Edição/reimpressão: 1994
Páginas: 216
Editor: Gradiva Publicações
ISBN: 9789726623564
Colecção: Trajectos