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Friday, April 23, 2010

DFP ISPA - Psicopatologia e Psicoterapia Existencialista Sartreana

Acções com Inscrições Abertas > Detalhe
PSICOPATOLOGIA E PSICOTERAPIA EXISTENCIALISTA SARTREANA
Em colaboração com Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Existencial
DESTINATÁRIOS

Psicólogos e psicoterapeutas
Psiquiatras e internos da especialidade de psiquatria
Finalistas do mestrado integrado de Psicologia

OBJECTIVOS

Discutir a psicopatologia na perspectiva da Psicologia Existencialista Sartreana
Conhecer o método de intervenção clínica em Psicoterapia Existencialista Sartreana

PROGRAMA

Psicologia Existencialista Sartreana e Psicopatologia (6h)

Psicoterapia Existencialista Sartreana (6h)

METODOLOGIAS

Exposição de conteúdos. Análise de casos.

DURAÇÃO

12 Horas

FORMADOR

Prof.ª Doutora Daniela Ribeiro Schneider (Psicóloga, professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (Florianópolis, Brasil). Membro honorário da Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Existencial

COORDENAÇÃO
Prof. Dr. José A. Carvalho Teixeira (Psiquiatra, professor de psicopatologia e psicologia da saúde do ISPA- Instituto Universitário. Membro fundador da Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Existencial)

CALENDARIZAÇÃO

As sessões decorrerão das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h00 nos seguintes dias:

Julho: 13 e 14

CERTIFICADO

Os formandos terão acesso a um certificado em Psicopatologia e Psicoterapia Existencialista Sartreana, desde que frequentem, pelo menos, 3 sessões de formação (90%), uma vez que se trata de formação presencial.

INSCRIÇÕES

NÚMERO MÁXIMO DE FORMANDOS: 20

PROFISSIONAIS: Sócios SPPE: (Até 31/05) 85€ (Depois 1/06) 95€ OUTROS: (Até 31/05) 100€ (Depois 1/06) 110€ (Não sujeito a descontos)

FINALISTAS: Sócios SPPE: (Até 31/05) 85€ (Depois 1/06) 95€ OUTROS: (Até 31/05) 100€ (Depois 1/06) 110€ (Não sujeito a descontos)

LOCAL

Lisboa

DIVERSOS

Poderá realizar a sua inscrição pelo correio enviando ficha de inscrição, cópia do BI, cópia do certificado de habilitações e os cheques à ordem de ISPA-CRL ou directamente no balcão dos serviços académicos.

No acto de inscrição é necessário comprovar habilitações.

Em caso de desistência só haverá lugar a reembolso se for comunicada até 7 de Julho de 2010 (inclusive).

Tuesday, April 20, 2010

A Depressão no Idoso


DO OUTRO LADO DO ESPELHO (Jornal do Pinhal Novo, 20 de Abril 2010)
Tatiana Santos*


A depressão é um distúrbio do humor e pode surgir em qualquer faixa etária. Tendo em conta o aumento da população com mais de 65 anos, a incidência da depressão nesta altura da vida é também cada vez mais frequente. Porque se torna comum o surgimento de quadros depressivos na, chamada, terceira idade? Casos existem em que já há registo de uma personalidade depressiva. Noutros, a depressão pode resultar de uma série de eventos. A reforma acarreta consigo sentimentos de inutilidade e vazio, muitas vezes difíceis de colmatar. A chegada à idade da reforma, conduz muitas pessoas a situações complicadas nas quais se inclui, em alguns casos, ideação suicida.

As doenças crónicas e a incapacidade para levar uma vida com a mesma agilidade de outrora também pode estar na génese de um quadro depressivo. Na sua origem encontramos também em muitos casos depressões resultantes de lutos difíceis. Falamos da perda de um/a companheiro/a de uma vida que implica um desamparo e uma necessidade de restruturação e readaptação.

O desânimo, os problemas de sono, a falta de apetite, a apatia são sintomas possíveis de surgimento de um quadro depressivo. Diariamente, a sociedade exclui centenas de idosos. Novos ritmos de vida, novas necessidades sociais levam a que as famílias não tenham condições monetárias mas, sobretudo, psicológicas para acompanhar os seus idosos. A cultura ocidental não valoriza a sapiência e a experiência de vida, rotulando com facilidade aqueles que – devido às inevitabilidades da evolução humana – perdem capacidade de trabalho.

A depressão na terceira idade não é incomum e chega a levar ao suicídio do idoso. A adaptação a uma casa de repouso e, em alguns casos, a situações de agressividade em que os idosos são vítimas passivas e impotentes, também produz quadros depressivos. É importante que a sociedade se consciencialize acerca das responsabilidades que tem para com os seus idosos. Deve ser ministrada formação específica nesta área aos novos técnicos, valorizar a experiência dos mais velhos como forma de “passagem de testemunho” e, sobretudo, dar o devido acompanhamento durante o processo de envelhecimento para que os eventos marcantes e inevitáveis da vida sejam encarados com mais força e maior dinamismo (reforma, perdas, o próprio envelhecimento do corpo, surgimento de doenças, etc.).



*Psicóloga

Saturday, April 3, 2010

Vencer o Nervosismo


Coluna: Do Outro Lado do Espelho
publicada no JORNAL DO PINHAL NOVO a 30 de Março de 2010

A ansiedade é normal no ser humano. É inerente à espécie e todos nós a sentimos cada vez que nos deparamos com situações aparentemente ameaçadoras ou complicadas. Os problemas que se prolongam no tempo, como as dificuldades financeiras ou o desemprego, deixam-nos ansiosos.

Habitualmente, a este estado, damos o nome de “preocupação” pois trata-se de uma situação a longo prazo. Se, por outro lado, esta ansiedade é pontual e se trata de uma resposta imediata a uma situação perigosa (estar à beira de um precipício ou em situação de assalto), chamamos “medo”. Ao contrário do que possamos pensar, estas emoções são úteis. São elas que nos protegem e fazem parte do nosso instinto de sobrevivência. Avisam-nos dos perigos, dão-nos sinais importantes e fazem com que estejamos mais preparados para resolver as situações.

Então, quando é que a ansiedade dita normal passa a barreira do aceitável e é importante procurar ajuda? Quando estes sentimentos se tornam demasiado fortes e contínuos no tempo podem ser muito prejudiciais. Impedem-nos de estabelecer relações, de trabalhar ou mesmo de dormir e descansar.

A ansiedade tem, na maioria das vezes, sintomas diversos. Muitos deles, físicos. Entre aqueles que “não se vêem” está o estado permanente de preocupação, cansaço, falta de concentração, irritação e problemas de sono. Dos sintomas que são transmitidos ao corpo percebem-se arritmias cardíacas, sudação, dores musculares, dificuldades de respiração, tonturas, vertigens, problemas gástricos e mesmo intestinais. Ora, o que se passa é que, muitas vezes, confundimos estes sinais como indicadores de outras doenças: gástricas, cardíacas, pulmonares, etc. Muitas pessoas dão entradas nos hospitais com sintomas de “ataque cardíaco” e têm sim um ataque... mas de pânico.

Cerca de uma em cada dez pessoas terá perturbações de ansiedade ao longo da sua vida. Algumas vezes o motivo é claro. Outras vezes, a causa poderá estar “escondida” e gravada em episódios das nossas vivências que são de difícil acesso. Não podemos descurar também a possibilidade da ansiedade ser desencadeada por consumos de drogas, LSD, cafeína em excesso, etc. Para isso, precisamos da ajuda de alguém especializado. Não hesite em consultar um técnico que o possa ajudar.

Sunday, March 21, 2010

Meaning of Life - Viktor Frankl



"For the meaning of life differs from man to man, from day to day and from hour to hour. What matters, therefore, is not the meaning of life in general but rather the specific meaning of a person's life at a given moment".

Tuesday, March 9, 2010

O Fantástico e Arrepiante Mundo de Alice




PUBLICADO NO JORNAL DO PINHAL NOVO, DE DIA 09-MARÇO-2010

DO OUTRO LADO DO ESPELHO
Tatiana Santos*


O fantástico e arrepiante mundo de Alice


Após a estreia do filme cuja história deu nome a esta coluna, não poderia falar senão de Alice (personagem), Burton (realizador) e Carroll (autor da história). Sempre o cinema serviu de tela de projecção para os nossos processos inconscientes. Identificamo-nos mais ou menos com a história, saimos do cinema a pensar nela, rimos, choramos, vivemos os dramas das personagens que, em muitos casos, são ou foram nossos também em algum momento do percurso. Por outro lado, dar ao espectador uma sequência de imagens, mais ou menos estruturadas, permite também que – de forma livre – ele possa analisar e interpretar a história, mostrando-nos muito sobre o seu próprio funcionamento psíquico. Ora, como podemos compreender, o cinema dá-nos “pano para mangas” no que toca ao estudo das suas origens, ao estudo do seu impacto e ao estudo do seu público (quer de forma colectiva, quer de forma individual através de estudos de caso).

Vários são os realizadores que motivam estudos mais aprofundados... os cenários, as histórias e enredos, a complexidade... tudo isto gera interesse do ponto de vista da investigação porque o cinema faz parte das nossas vidas, acompanhou mudanças geracionais e irá continuar até à extinção da humanidade. David Lynch, Cronemberg, Bergman, Almodovar estão nas listas dos mais cobiçados. Tim Burton também. Criador de ambientes fantásticos, pegou numa – senão na mais – perturbadora história infantil de sempre e transformou-a num caldeirão de loucura. Não nos deixemos enganar: nunca “Alice” foi uma história para crianças.

Alice é uma história de desequilíbrios, de ausência de limites, de personagens alucinadas e paranóides, de desafio de todos os valores. Começando na própria Alice, passando pelo Chapeleiro Louco, por um Coelho descompensado com o tempo, por uma descontrolada Rainha de Copas, pelo filosófico Gato Cheshire, por personagens que são ovos, morsas e acabando no consumo de drogas alucinogénicas que alteram a percepção corporal das personagens, a história de Carroll é uma caixinha de Pandora que pode “desarranjar” a mente mais corajosa. Alice é uma história fascinante que nos fala de um Universo paralelo. A única curiosidade é que esse universo não é exterior a cada um de nós. Fala de um mundo interno, rico e simbólico. Mostra-nos loucuras contidas através do tempo e que expostas numa tela podem provocar algum desconforto. No entanto, é uma história imortal. Quem não a conhecia, certamente não a irá esquecer. Sobretudo pintada pela mão de Burton.

*Psicóloga

Monday, March 8, 2010

Alice, oh Alice



Oh, Alice, dear where have you been?
So near, so far or in between?
What have you heard what have you seen?
Alice, Alice, please, Alice!

Oh, tell us are you big or small
To try this one or try them all
Its such a long, long way to fall
Alice, Alice, oh, Alice

How can you know this way not that?
You choose the door you choose the path
Perhaps you should be coming back
Another day, another day

And nothing is quite what is seems
Youre dreaming are you dreaming, oh, Alice?
(Oh, how will you find your way? Oh, how will you find your way?)
(Theres not time for tears today. Theres no time for tears today.)
(Theres not time for tears today. Theres no time for tears today.)

So many doors how did you choose
So much to gain so much to lose
So many things got in your way
No time today, no time today
Be careful not to lose your head
Just think of what the door mouse said Alice!

Did someone pull you by the hand?
How many miles to Wonderland?
Please tell us so well understand
Alice Alice
Oh, Alice

(Oh how will you find you way? Oh, how will you find you way?)

Sunday, March 7, 2010

Aceitação Vs. Mudança



"The curious paradox is that when I accept myself just as I am, then I can change." - Carl Rogers